Economia

Alcolumbre atende Lula e encaminha o fim da escala 6×1 no Senado

O presidente da Casa Alta também determinou o avanço da PEC da Segurança e do projeto sobre minerais críticos

Alcolumbre atende Lula e encaminha o fim da escala 6×1 no Senado
Alcolumbre atende Lula e encaminha o fim da escala 6×1 no Senado
O presidente Lula (PT) e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Evaristo Sa/AFP
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atendeu a um dos principais apelos do presidente Lula (PT) na retomada do diálogo entre os dois e determinou nesta sexta-feira 14 o encaminhamento da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 às comissões da Casa.

A decisão também alcança outras duas propostas consideradas fundamentais pelo Palácio do Planalto. Alcolumbre ordenou o envio às comissões da PEC da Segurança Pública e do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Os três textos já haviam sido apresentados por Lula como prioridades na conversa que teve com o senador na quarta-feira 12.

O movimento marca o primeiro resultado concreto da reaproximação entre Lula e Alcolumbre após meses de afastamento. Na reunião desta semana, o petista havia pedido que o senador destravasse justamente essas matérias. Até então, Alcolumbre evitava assumir compromisso com o avanço das propostas e dizia que teria de consultar os senadores antes de definir os próximos passos.

Em nota divulgada nesta sexta, o presidente do Senado relacionou a decisão à conversa com Lula. Segundo Alcolumbre, o encontro foi importante para que ele conhecesse as prioridades do governo e discutisse a agenda legislativa. Ao mesmo tempo, ressaltou que a tramitação respeitará a autonomia do Congresso.

A decisão não significa que as propostas serão aprovadas nem estabelece prazo para que cheguem ao plenário. Alcolumbre afirmou que os textos seguirão o rito regimental e passarão pela análise das comissões competentes. No caso da 6×1, portanto, o gesto atende à cobrança imediata do Planalto para tirar a proposta da situação de paralisia, mas não garante a votação antes das eleições.

A redução da jornada tornou-se uma das principais bandeiras de Lula para a campanha à reeleição. O governo vinha pressionando Alcolumbre para que a PEC começasse a andar no Senado e trabalhava com a expectativa de levá-la ao menos à Comissão de Constituição e Justiça. A resistência de senadores e de setores empresariais, porém, ainda é apontada como um obstáculo para uma votação definitiva antes de outubro.

A PEC da Segurança Pública também ocupa lugar central na estratégia do governo para o segundo semestre. O Planalto busca avançar com a proposta em meio ao peso que o tema da criminalidade ganhou na disputa eleitoral. Já o projeto dos minerais críticos estabelece uma política nacional para um setor considerado estratégico pelo governo.

O encaminhamento ocorre depois de dois encontros entre Lula e Alcolumbre em pouco mais de uma semana. O primeiro, na casa do ministro Alexandre de Moraes, serviu para restabelecer o diálogo interrompido após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A segunda conversa, no Palácio da Alvorada, avançou para a negociação da pauta do Senado.

A retomada da relação também envolve interesses para além das votações deste ano. Lula precisa de Alcolumbre para fazer avançar sua agenda no Senado, enquanto o senador articula apoio para permanecer na presidência da Casa em 2027. Nenhum compromisso sobre essa disputa foi formalizado. Com a decisão desta sexta, porém, Alcolumbre entrega o primeiro gesto concreto pedido pelo Planalto desde que os dois retomaram as conversas.

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