Política
A avaliação no MDB sobre a relação do governo Lula com o Congresso
O partido faz parte da base de sustentação no Congresso, mas busca se diferenciar do União Brasil
Aliados de Lula (PT) no MDB não consideram que o partido será um obstáculo para o governo federal nas votações de interesse da gestão petista no Congresso Nacional.
Mesmo com a dificuldade do Palácio do Planalto em formar maioria parlamentar, integrantes da legenda apontam que, ao contrário do União Brasil, o MDB entregará a maioria dos votos ao governo.
Na semana passada, os emedebistas aprovaram um documento em que diz que “na Câmara e no Senado o MDB dará suporte às medidas encaminhas pelo Executivo”.
DOCUMENTO APROVADO HOJE POR UNANIMIDADE EM REUNIÃO DA EXECUTIVA NACIONAL DO MDB. pic.twitter.com/wI7WYY3bUA
— MDB Nacional (@MDB_Nacional) March 8, 2023
Entre as prioridades de Lula estão a votação reforma tributária, a aprovação de Medidas Provisórias e o novo arcabouço fiscal que deve substituir o teto de gastos. Há, ainda, a tentativa de barrar a CPMI do 8 de janeiro.
O MDB sempre foi, junto com o União Brasil e PSD, um dos principais alvos do PT para compor a base de sustentação do governo. No Senado, o partido conta com 10 nomes e, na Câmara, com 42. Como recompensa, comanda três ministérios: Planejamento com Simone Tebet, Cidades com Jader Filho e Transportes com Renan Filho.
Os emedebistas dizem considerar normais as divergências com o governo em algumas pautas e lembram que o próprio PT, por meio da presidente Gleisi Hoffmann, critica a gestão federal.
A CartaCapital, um interlocutor da legenda reforçou que a relação do MDB com o Palácio do Planalto difere da que se dá entre governo e partidos do Centrão: PP, de Arthur Lira, Republicanos, de Marcos Pereira, e o próprio União Brasil.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



