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Jovens radicalizados

Precisamos decifrar o que está na raiz dos recorrentes ataques em escolas protagonizados por adolescentes

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Mais do que os adultos e muito mais do que as crianças, são os adolescentes que nos revelam aquilo que os alemães chamam de zeitgeist: o espírito da época. Recentemente, li com consternação uma reportagem na Folha de S.Paulo, informando que o Laboratório de Operações Cibernéticas, o Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, monitora 15 grupos de jovens radicalizados. Não se trata exatamente de uma radicalização política. Os meninos estão dispostos a promover ataques nas escolas, contra colegas, professores e outros profissionais da educação. Em alguns casos, a violência transborda para as ruas, como nos episódios em que adolescentes atearam fogo em pessoas em situação de rua, quando elas estavam dormindo sobre as calçadas.

Os ataques em escolas brasileiras tornaram-se recorrentes nos últimos anos, assim como as notícias de adolescentes envolvidos na prática do cyberbullying, causando grave sofrimento psíquico a outros jovens. As maldades não mais são praticadas apenas “ao vivo”, quando uma testemunha ou a própria vítima podem eventualmente reagir. Na terra sem lei das redes sociais, é fácil humilhar, de forma sistemática e anônima, uma pessoa, a ponto de induzir a vítima ao suicídio. Quando teremos um marco regulador realmente eficaz, capaz de evitar a repetição dessas tragédias?

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