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Pesquisas indicam empate técnico entre presidenciáveis na reta final das eleições da Colômbia

População escolhe entre Petro e Hernández no próximo domingo (19) e disputa será acirrada

Pesquisas indicam empate técnico entre presidenciáveis na reta final das eleições da Colômbia
Pesquisas indicam empate técnico entre presidenciáveis na reta final das eleições da Colômbia
Gustavo Petro e Rodolfo Hernández. Fotos: Juan BARRETO/AFP e Schneyder MENDOZA/AFP
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Falta menos de uma semana para a decisão das eleições gerais na Colômbia e as pesquisas de opinião mostram um cenário apertado. Pela centro-esquerda, Gustavo Petro e Francia Márquez (Pacto Histórico) foram os mais votados no primeiro turno e podem fazer história como os primeiros governantes progressistas do país. Já Rodolfo Hernández e Marelen Castillo (Liga) unificaram a direita para buscar a presidência.

Várias pesquisas de opinião indicam empate técnico. A pesquisa da empresa Invamer aponta Hernández com 48,2% e Petro com 47,2% da preferência.

O estudo com 2 mil entrevistados, encomendado pelos sites BLU Radio, Noticias Caracol e El Espectador, foi realizado entre 3 e 7 de junho, com 2,9% de margem de erro.

Outro levantamento realizado pela empresa Guarumo, entre 6 e 9 de junho, com 2.029 entrevistas, aponta o candidato da direita com 48,2% dos votos, e o Pacto Histórico com 46,5% e 5,3% de votos em branco.

Já a pesquisa do canal RCN notícias, realizada com 1.234 pessoas, entre 5 e 10 de junho, indica 45% de intenção de votos para Petro, 35% para Hernández e 13% de votos em branco.

No primeiro turno, Gustavo Petro e Francia Márquez, obtiveram 40% da preferência, equivalente a cerca de 8,5 milhões de votos. Já Hernánez e Castillo fizeram 5,9 milhões de votos, representando 28%. A participação foi de 55% do eleitorado.

Para analistas colombianos, se a participação se mantiver em torno de 50% do eleitorado, a presidência poder ser definida por uma diferença de 300 mil votos.

Ambas chapas encerraram as atividades de campanha no último sábado, como determina a legislação eleitoral colombiana. Tanto Petro como Hernández não realizaram grandes eventos abertos de encerramento.

O Pacto Histórico cancelou uma atividade de jogos tradicionais em família (boli-rana e tejo), no sul de Bogotá, e diluiu o encerramento em encontros menores em distintas localidades.

O chefe de campanha de Petro, Alfonso Prada, disse a meios locais, que a estratégia das últimas três semanas foi aproximar-se aos colombianos, “para escutá-los melhor” e fazer uma “política de aproximação”.

A Liga Anticorrupção, de Hernández, também cancelou o encerramento de campanha, previsto para acontecer no parque Simón Bolívar, em Bogotá, alegando falta de segurança para o evento. Apoiadores do candidato da direita realizaram uma carreata na cidade com bandeiras nacionais e o faixas com o lema de campanha “não roubar, não mentir, não trair, zero impunidade”.

Nesta última semana antes do pleito, só são permitidas atividades fechadas de campanha. A lei também impede a divulgação de novas pesquisas às vésperas do processo.

 

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