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Eleição na Colômbia: Gustavo Petro e Rodolfo Hernández vão ao 2º turno

Os eleitores voltarão às urnas em 19 de junho; temor sobre a segurança do candidato progressista marcou a reta final da campanha

Gustavo Petro e Rodolfo Hernández. Fotos: Juan BARRETO/AFP e Schneyder MENDOZA/AFP
Gustavo Petro e Rodolfo Hernández. Fotos: Juan BARRETO/AFP e Schneyder MENDOZA/AFP
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O candidato de esquerda à Presidência da Colômbia, Gustavo Petro, disputará em 19 de junho o segundo turno da eleição contra Rodolfo Hernández. Com 99% das urnas apuradas, Petro soma 40,34% dos votos, ante 28,17% de Hernández.

Completam a lista Federico Gutiérrez, com 23,87%; Sergio Fajardo, com 4,20%; John Milton Rodríguez, com 1,29%; e Enrique Gómez Martínez, com 0,23%.

A vice de Petro é a advogada e ativista ambiental Francia Márquez, que pode ser a primeira mulher negra a chegar ao cargo.

Candidato pelo Pacto Histórico, Petro endossa a defesa do meio ambiente. Ele propõe, por exemplo, suspender a exploração de petróleo, como parte de uma transição para fontes de energia limpa.

Assim, em um dos países mais desiguais do mundo e empobrecido pela pandemia, Petro quer construir uma economia menos dependente do petróleo e promover uma agenda ambiental e progressista nas questões sociais.

Entre outras mudanças, prevê ampliar a produção de alimentos e reformar as regras de promoção nas Forças Militares. A Reforma Agrária e o combate ao desemprego também estão nos planos do candidato.

Cerca de 300 mil soldados e policiais monitoraram a segurança neste domingo. Aproximadamente 39 milhões de colombianos estavam habilitados a comparecer às urnas.

Como mostrou CartaCapital, a esquerda viveu dias de euforia e de medo ante a possibilidade de uma inédita vitória. A esperança vinha das pesquisas internas que apontavam até a chance – não confirmada – de a disputa ser liquidada no primeiro turno. O temor derivava das diversas ameaças que pairam sobre Petro.

A senadora María José Pizarro, da coalizão Pacto Histórico, defendeu a colaboração da comunidade internacional para que o pleito acontecesse em clima de normalidade e segurança. No mesmo dia em que Petro foi obrigado a discursar cercado por guarda-costas que empunhavam escudos à prova de disparos de fuzil e metralhadora, a parlamentar desabafou a CartaCapital: “Em nenhum lugar do mundo um candidato presidencial tem de fazer campanha nestas condições”.

No início deste domingo, Petro publicou uma carta nas redes sociais na qual disse “confiar no povo”.

“É tempo de confiança, convivência e vontade de mudar. Acredito na Colômbia, o sonho pacífico, bonito, justo, cheio de trabalho e conhecimento. Acredito que é hora de realizar sonhos. De vocês.”

CartaCapital
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