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Peru declara emergência em fronteira com Equador e reforçará vigilância militar
Peru e Equador compartilham uma extensa fronteira de mais de 1.400 quilômetros
O Peru declarou estado de emergência em toda sua fronteira com o Equador e reforçará a vigilância com contingentes policiais e militares, após a onda de ataques do narcotráfico no país vizinho, anunciou o governo na noite de terça-feira (9).
“Será declarada emergência em todos os departamentos (regiões) que fazem fronteira com o Equador”, disse o presidente do Conselho de Ministros, Alberto Otárola, a jornalistas.
A medida inclui as regiões do Amazonas, Cajamarca, Loreto, Piura e Tumbes. As duas últimas já estavam em situação de emergência desde novembro de 2023, devido ao aumento da insegurança na fronteira.
Otárola indicou ainda que o governo irá enviar um contingente de forças policiais especiais e das Forças Armadas para reforçar postos e passagens de fronteira. O número de efetivos não foi informado.
Peru e Equador compartilham uma extensa fronteira de mais de 1.400 quilômetros.
Os ministros da Defesa, Jorge Chávez, e do Interior, Víctor Torres, viajarão nesta quarta-feira (10) para a cidade fronteiriça de Tumbes para coordenar as ações a seguir.
“Amanhã (quarta-feira) os próprios ministros tomarão medidas diretas para proteger toda nossa fronteira e manter os nossos cidadãos seguros”, afirmou Otárola, braço direito da presidente Dina Boluarte.
A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Ministros extraordinária convocada em decorrência da crise no Equador, depois que Quito declarou o país em “conflito armado interno” e determinou que os militares “neutralizem” gangues de tráfico de drogas que intensificaram seus ataques na terça.
O governo peruano também condenou veementemente os atos de violência no Equador, “que violam os direitos fundamentais dos equatorianos e atentam contra a segurança desse país irmão”, segundo um comunicado da Chancelaria.
No Peru, o estado de emergência pode se estender indefinidamente até que o governo determine o contrário, se a população estiver em risco, ou em perigo, segundo a Constituição.
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