Carta Explica

O que é preciso para que as eleições na Argentina terminem já em primeiro turno

No próximo domingo, o país também elegerá prefeitos de diversas cidades e governadores de algumas províncias

Milei, Bullrich e Massa são os principais candidatos a disputar a Presidência da Argentina no primeiro turno das eleições, no domingo. Tomas Cuesta/Gabriel Rossi/LatinContent via Getty Images
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No próximo domingo 22, milhões de argentinos vão às urnas para escolher o próximo presidente do País em meio à disputa acirrada entre o extremista Javier Milei e Sérgio Massa, o atual ministro da Economia. A corrida à Casa Rosada ainda conta com a participação de Patricia Bulrrich, candidata da direita conservadora e integrante da da coalizão Juntos pela Mudança.

Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter mais de 45% dos votos positivos expressos (15.450.000)ou mais de 40% desde que tenha uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Caso as proporções não sejam atingidas, os dois postulantes à sucessão de Alberto Fernandéz com mais votos vão para o segundo turno, e ganha aquele que obtiver mais apoios.

O sistema eleitoral argentino é baseado no voto obrigatório e secreto. Todos os cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos são obrigados a votar e o voto é obrigatório tanto nas eleições primárias como nas eleições gerais.

Os três candidatos mais fortes no páreo – Milei, Massa e Bullrrich – se confirmaram na disputa após resultado das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias, realizadas em agosto, que funcionam como um termômetro das eleições.

Na votação, Milei conquistou o primeiro lugar, com 29,86%. Depois veio a coalizão de Bullrich (28%) e, em terceiro lugar, ficou a União pela Pátria, de Massa (27,28%). Há candidatos menos cotados, como o governador de Córdoba, Juan Schiaretti (3,71% dos votos), e Myriam Bregman (2,61%) dos votos, segundo informou o La Nación.

No próximo domingo, a Argentina também vai eleger prefeitos de diversas cidades e governadores de algumas províncias (Buenos Aires, inclusive). As disputas locais têm peso sobre o pleito eleitoral. Se somadas, a Província de Buenos Aires e a Capital Federal têm, juntas, mais de 15 milhões de eleitores, o que representa quase metade das pessoas aptas ao voto no país.

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