Mundo

A menos de 100 dias das eleições nos EUA, vantagem de Biden sobre Trump se acentua

Segundo as pesquisas de opinião, a diferença entre os dois candidatos é agora de mais de mais de 8 pontos

O presidente americano Donald Trump e seu rival democrata, Joe Biden. Foto: AFP
O presidente americano Donald Trump e seu rival democrata, Joe Biden. Foto: AFP

A menos de 100 dias da votação, Joe Biden tem motivos para sorrir. Segundo o resultado acumulado de uma série de sondagens, o democrata tem em média 8,6% a mais do que Trump nas intenções de voto dos americanos. Uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac chega a indicar uma vantagem do ex-vice-presidente de 15%. O otimismo da campanha democrata vem também do fato de que, historicamente, nas últimas dez eleições presidenciais americanas, os candidatos que lideravam as pesquisas saíram vitoriosos das urnas. A única exceção foi Mikael Dukakis, em 1988, que perdeu para George Bush “pai”.

Mas não se pode esquecer que este ano de 2020 é particular. A crise do coronavírus impôs mudanças profundas na campanha eleitoral, impedindo a realização dos tradicionais comícios presenciais.

Resultados contestados?

A epidemia de Covid-19 também incita os eleitores a preferir o voto pelo correio, uma prática que é rejeitada categoricamente por Donald Trump. Segundo o presidente americano, o voto a distância é uma porta aberta às fraudes em massa. Já os democratas temem possíveis ingerências estrangeiras, principalmente da Rússia, China e Irã.

A 100 dias da votação, um número cada vez maior de analistas fala em provável contestação do resultado. Há uma semana, em uma entrevista ao canal Fox News, Trump continuou a alimentar um clima de dúvida ao afirmar que somente em 3 de novembro, após a apuração dos votos, ele dirá se aceita o resultado das urnas. O bilionário republicano, em desvantagem em todas as pesquisas, teme uma derrota humilhante. Se as sondagens se confirmarem nas urnas, Trump será o primeiro presidente eleito para um único mandato em um quarto de século nos Estados Unidos.

País dividido

A eleição presidencial de 3 de novembro se anuncia extraordinariamente tensa. O país está dividido, inquieto e fragilizado pela pandemia que já deixou mais de 140.000. O ocupante da Casa Branca é muito criticado pela gestão da crise, que teria provocado a queda de sua popularidade. Uma pesquisa da ABC News aponta que dois terços dos americanos desaprovam a reação do presidente ao coronavírus.

No campo de batalha, Donald Trump, de 74 anos, garante que Joe Biden, de 77, é “uma marionete” da esquerda radical que quer abolir o “American Way of Life”. O candidato democrata fala de “uma batalha pela alma americana”.

Assine nossa newsletter

Receba conteúdos exclusivos direto na sua caixa de entrada.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fonte confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!