Justiça

Polícia Militar do Rio ataca jornalista que denunciou corporação

Em vídeo, tenente-coronel Gabryela Dantas classifica repórter como inimigo do batalhão e mentiroso

Tenente-coronel Gabryela Dantas foi exonerada como , porta-voz da corporação. Foto: Reprodução/Twitter.
 Tenente-coronel Gabryela Dantas foi exonerada como , porta-voz da corporação. Foto: Reprodução/Twitter.
Tenente-coronel Gabryela Dantas foi exonerada como , porta-voz da corporação. Foto: Reprodução/Twitter. Tenente-coronel Gabryela Dantas foi exonerada como , porta-voz da corporação. Foto: Reprodução/Twitter.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou, na noite de terça-feira 8, um vídeo em que ataca o jornalista Rafael Soares, dos jornais O GLOBO e Extra. O repórter foi autor de uma reportagem sobre o aumento do número de descarte de munição usada por policiais do 15º BPM, em Caxias.

 

No vídeo, a tenente-coronel Gabryela Dantas, porta-voz da corporação, acusou o repórter de agir de “forma maldosa” ao se aproveitar “da comoção nacional – uma referência à morte de duas meninas em Caxias, por bala perdida – para colocar a população contra a Polícia Militar”.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também repudiou o vídeo. “Incitar a população contra o jornalista mostra não só falta de respeito à liberdade de imprensa, mas claro objetivo de intimidar o repórter. O governo do Rio (@claudiocastroRJ), cujo logotipo assina o vídeo, deve informar se concorda com esse tipo de recurso de ameaça à imprensa”,  postou a entidade,  no Twitter. O Palácio Guanabara não se manifestou sobre o caso.

Em nota, a Editora Globo, que publica os dois jornais, repudiou o vídeo. Segundo a editora, os dados da  reportagem criticada pela PM  constam em documento produzido pelo próprio batalhão da PM de Caxias. “O jornalista, amparado em tais documentos, ouviu e registrou a versão da Polícia Militar sobre os números”.

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