Justiça

PGR diz que investiga ‘continuação de crimes’ de Claudio Castro, governador do Rio

Entre os supostos crimes do governador estão participação em organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato

Foto: Rafael Campos/GOVRJ
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A Procuradoria-Geral da República defendeu, em novo parecer apresentado no inquérito que investiga o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, a existência de indícios que revelam a continuação de crimes de corrupção supostamente praticados pelo filiado do PL na época em que ele era vereador e vice do governo fluminense. A informação é do portal Metrópoles.

O procedimento que investiga os crimes atribuídos ao governador foi autorizado em abril, pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Raul Araújo. 

A manifestação da PGR foi apresentada após a defesa de Castro recorrer da decisão que instaurou a ação penal contra o político. Mais uma vez, o órgão afirmou existir uma “continuidade delitiva”, defendendo a continuidade do processo que tem como alvo o governador. 

Os crimes investigados teriam tido início ainda em 2017 e estariam ocorrendo até hoje. Entre eles estão organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato. 

O nome do governador fluminense entrou na mira das investigações após duas delações premiadas que colocam Castro em esquemas de corrupção. Os delatores são o empresário e ex-assessor de Castro, Marcus Vinícius Azevedo da Silva, e o ex-funcionário da Servlog, Bruno Selem.

Em sua colaboração, Silva afirmou que Castro participava de um esquema que desviava dinheiro e projetos de assistência social da Fundação Leão XIII. Segundo o depoimento do ex-assessor, os desvios tiveram início ainda durante o mandato de vereador do atual governador. 

Castro também está envolvido em acordos que teriam como beneficiário a empresa de Flávio Chadud, a Servlog, que assinou contratos milionários com o governo municipal da cidade do Rio de Janeiro e com o governo estadual. 

Na delação feita pelo ex-funcionário da empresa envolvida, Selem afirmou que em 2019, Castro teria recebido propina de cerca de 100 mil reais de Chadud.

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