Justiça

Derrota com Messias antecipa ‘efeito dominó’ no PL da Dosimetria

Depois de apostar alto na vaga do STF, o Planalto já prevê novo revés com a provável derrubada do veto

Derrota com Messias antecipa ‘efeito dominó’ no PL da Dosimetria
Derrota com Messias antecipa ‘efeito dominó’ no PL da Dosimetria
O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/AFP
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A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, na noite de quarta-feira 29, abriu caminho para uma segunda derrota do governo Lula (PL) no Congresso. Agora, na votação do veto ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira 30.

As duas situações estão interligadas. Na tentativa de garantir a aprovação de Messias, o Planalto concentrou esforços na articulação no Senado e reduziu a resistência em outras frentes. Entre elas, a defesa do veto ao projeto que prevê redução das penas aos golpistas de 8 de Janeiro, e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A estratégia partia da avaliação de que seria necessário diminuir atritos com congressistas para assegurar votos na indicação ao STF. Para isso, o governo priorizou a liberação de recursos e buscou acomodar demandas do Congresso, mesmo em pautas consideradas sensíveis.

O plano, no entanto, não produziu o resultado esperado. Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, em um placar que surpreendeu aliados e evidenciou falhas na articulação política. A derrota expôs a dificuldade do governo em consolidar uma base consistente no Senado.

Com esse cenário, a votação do veto à dosimetria passa a ser vista como uma derrota praticamente inevitável. Nos bastidores, aliados do governo reconhecem que a decisão de não enfrentar a pauta enfraqueceu anteriormente a capacidade de reação neste momento.

A atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi determinante nas duas frentes. Ao mesmo tempo em que sinalizava a relevância do projeto da dosimetria para o Congresso, ele articulava para barrar a indicação de Messias, ajudando a formar a maioria contrária ao governo.

O resultado é um cenário de desgaste político para o Planalto, que enfrenta duas derrotas em sequência e vê sua capacidade de coordenação no Legislativo ser questionada. A avaliação interna é que será necessário reavaliar a estratégia de articulação e reconstruir pontes com o Congresso para evitar novos reveses.

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