Justiça
Candidatura de Lula em 2018 teria feito bem à democracia, diz Fachin
‘Fiquei vencido, mas mantenho a convicção’, diz ministro, único no TSE a votar pela autorização da candidatura do petista à Presidência
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria ter sido autorizado a concorrer às eleições de 2018, porque a candidatura do petista “teria feito bem à democracia brasileira”. A informação é do jornal Valor Econômico.
Naquele ano, quando analisou o tema, Fachin contrariou a maioria e votou a favor da candidatura de Lula. O caso foi julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro perdeu por seis votos a um. A Corte entendeu que a Lei da Ficha Limpa tornava ilegal a candidatura de Lula, porque impede condenados por um colegiado de disputar eleições.
Fachin resgatou o tema em palestra de abertura do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, que ocorreu virtualmente nesta segunda-feira 17. O magistrado disse que a derrocada autoritária começou em 2018 e destacou a importância de haver equanimidade entre candidatos para as eleições, segundo informou Valor Econômico.
“O tempo mostrou que teria feito bem à democracia brasileira se a tese que sustentei no TSE tivesse prosperado na Justiça Eleitoral. Fazer fortalecer no Estado democrático o império da lei igual para todos é imprescindível, especialmente para não tolher direitos políticos”, afirmou.
Fachin lembrou que foi vencido no debate da Corte, mas afirmou que ainda sustenta a posição que manifestou na ocasião.
“No julgamento no TSE em que esteve em pauta a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fiquei vencido, mas mantenho a convicção de que não há democracia sem ruído, sem direitos políticos de quem quer que seja. Não nos deixemos levar pelos ódios”, declarou.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



