Justiça

Associação de Procuradores vai recorrer de decisão que anulou acordo com Odebrecht

ANPR divulgou uma nota com críticas aos argumentos elencados pelo ministro para anular as provas

Associação de Procuradores vai recorrer de decisão que anulou acordo com Odebrecht
Associação de Procuradores vai recorrer de decisão que anulou acordo com Odebrecht
A Odebrecht foi uma das construtoras prejudicadas por causa de condutas impróprias
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A Associação Nacional de Procuradores da República irá recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que anulou todas as provas obtidas a partir do acordo de leniência firmado entre a Odebrecht e o Ministério Público Federal em 2017.

No despacho, o magistrado ainda afirmou que a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi “um dos maiores erros judiciários da história do país”. As provas da empreitera, acrescentou Toffoli, foram obtidas de forma ilegal – incluindo “tortura psicológica”- pelos procuradores da Lava Jato.

O recurso deve ser apresentado no início da próxima semana, segundo integrantes da ANPR confirmaram a CartaCapital.

A ofensiva acontece porque, de acordo com fontes da entidade ouvidas pela reportagem, o procurador-geral da República Augusto Aras – a quem caberia questionar a decisão – tende a não fazê-lo ante a posição crítica à Lava Jato. Às véspera de deixar o comando da PGR, Aras tem enfatizado seu trabalho para “desestruturar as bases do lavajatismo”.

Logo após a decisão de Toffoli, a ANPR divulgou uma nota com críticas aos argumentos elencados pelo ministro para anular as provas. A entidade disse ainda que o acordo entre a Odebrecht e o MPF resultou de uma “negociação válida”.

Para a associação, o debate sobre a extinta força-tarefa da Lava Jato deve ser feito com “análise técnica, objetiva, que preserve as instituições e não se renda ao ambiente de polarização e de retórica que impede a compreensão da realidade”.

Além da anulação das provas, o magistrado também determinou que órgãos de controle, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça e a Advocacia-Geral da União, investiguem eventuais irregularidades nesses acordos.

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