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Entre Lula e Bolsonaro: Antonio Lavareda comenta a política brasileira para assinantes de CartaCapital

Em uma live exclusiva, o cientista político traçou um panorama do primeiro ano de governo do petista e avaliou as perspectivas para 2024

O presidente Lula. Foto: Evaristo Sá/AFP
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Apesar da popularidade do presidente Lula (PT) ter parado de crescer nos últimos meses, segundo mostram pesquisas, a estabilidade do petista nos levantamentos, é um saldo positivo para o final de seu primeiro mandato na avaliação do cientista político Antonio Lavareda, especialmente se comparada à performance de seu antecessor, Jair Bolsonaro.

Em live exclusiva aos assinantes de CartaCapital, ele diz levar em consideração um cenário de “polarização assimétrica”. 

“A emergência de forças anti-sistema de ultradireita, é isso que polariza”, aponta o cientista político. “A polarização entre Lula e lulismo, e bolsonarismo é assimétrica porque nos governos [de Lula] sempre fez coligações no mínimo de centro-esquerda”.

Lavareda lança neste mês o livro “De Bolsonaro a Lula III — pesquisa, eleição, democracia e governabilidade“.

Para ele, o desempenho positivo do petista envolve a soma de bons resultados na economia: a queda da inflação e do desemprego.

“Economia tem um extremo destaque, mas agora com fator especial, a queda acentuada da inflação e o início da queda dos juros”, diz o cientista. “O trio mestre que gerencia a opinião da sociedade sobre a dimensão econômica é a inflação, o nível de emprego e o crescimento do PIB”. 

Enquanto o desemprego no País caiu para 7,6% no trimestre encerrado em outubro, o número de pessoas empregadas chegou a casa do 100 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

2024 e 2026: Bolsonarismo ainda é o principal inimigo da democracia?

“Uma coisa que não deve ser subestimada é o bolsonarismo”, diz Lavareda. “O bolsonarismo está enraizado na sociedade, veio pra ficar e deve ter influência por bastante tempo, pelo menos uma década”. 

Para as próximas eleições, com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível, uma novo parlamentar da direita deve encontrar dificuldades para ocupar a liderança. Por outro lado, em um futuro sem Lula, a esquerda também deve ter percalços. 

“A nova república só produziu dois líderes carismáticos de massa”, diz o cientista político. “O Brasil carece de reforma política, ele tem um sistema político muito disfuncional e que boa parte dos problemas de governação tem a ver com esse sistema”.

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