Educação

Quem é Renato Feder, o empresário liberal que deve assumir a secretaria de educação em SP

Convidado por Tarcísio de Freitas, o atual secretário de educação do Paraná promoveu a maior ampliação de escolas cívico militares do País, e lançou edital para privatizar gestão de escolas públicas

Renato Feder, secretário da Educação e do Esporte do Paraná. Foto: Divulgação/Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná
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O atual secretário de educação do Paraná, Renato Feder, aceitou o convite do futuro governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para assumir a mesma pasta no estado. O convite oficial foi feito na sexta-feira 18 e, após reunião com o governador paranaense Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), Feder anunciou seu interesse em ser secretário da educação em São Paulo.

O anúncio oficial de seu nome à frente do cargo deve ser feito na semana que vem.

Feder assumiu a pasta da educação no Paraná em 2019, por escolha de Ratinho Junior e, no estado, promoveu uma das maiores ampliações de escolas cívico-militares do País, ao menos 195 escolas estaduais passaram a ter o modelo defendido por Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

O empresário da área da tecnologia, considerado liberal, também mostrou forte alinhamento com interesses de empresários e fundações educacionais. No fim de outubro, o governo paranaense abriu um edital para contratar empresas que vão gerir 27 escolas estaduais, a partir do próximo ano.

Feder também esteve à frente de um contrato estabelecido entre a secretaria de educação e a faculdade privada Unicesumar, que passou a oferecer teleaulas para os cursos de ensino médio profissionalizante.

São Paulo enfrenta escassez de professores no Ensino Médio, o que tem prejudicado a formação dos estudantes que chegam a ter, na prática, um dia de aula a menos por semana. A gestão do governador Rodrigo Garcia (PSDB) lançou mão de estratégias como aulas remotas e contratação de professores sem a formação adequada para conduzir aulas de formação geral e os itinerários formativos, previstos na Reforma do Ensino Médio.

O estado, que reúne 3,5 milhões de alunos e 210 mil docentes, está há nove anos sem concurso público para professores.

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