Economia

Gasolina volta a disparar e ficará 18% mais cara, anuncia Petrobras

Alta de 18% na gasolina e de quase 25% no diesel, diz a empresa, foi puxada pela crise do petróleo causada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Após 57 dias sem reajustes, a Petrobras anunciou, nesta quinta-feira 10, que vai elevar o preço da gasolina em 18% e do diesel em quase 25% para as distribuidoras. Segundo a empresa, a alta é provocada pela crise do petróleo causada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que levou o preço do barril para a casa dos 120 dólares.

Ainda de acordo com a Petrobras, houve uma tentativa de conter o aumento, o que justificaria a estabilidade de 57 dias sem reajustes nos combustíveis.

Sem muitos detalhes, a empresa disse que monitorou diariamente o mercado antes de tomar a decisão.

“Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda […] para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento”, diz o comunicado.

O novo preço entra em vigor na sexta-feira 11, fazendo com que o preço do litro da gasolina vendida para as refinarias salte de 3,25 reais para 3,86. Na bomba, a variação estimada pela empresa é de 0,54 centavos por litro ao consumidor.

Para o diesel, o preço de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de 3,61 reais para 4,51 reais por litro, informa o comunicado. A variação final ao consumidor estimada pela empresa é de 0,81 centavos por litro.

Além da gasolina e do diesel, o GLP também terá aumento. Ao todo, segundo a empresa, o reajuste médio será de 0,62 centavos por quilo do produto.

“Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente à demanda mundial por energia”, justifica a Petrobras.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a criticar publicamente a política de preços praticada pela empresa, algo incomum em seus discursos de ‘não interferência na Petrobras’. Ele costumava culpar o PT e os impostos cobrados por governadores pelos constantes aumentos promovidos durante o seu governo. A mudança de postura ocorre em meio ao desgaste de popularidade da sua gestão.

Segundo disse em entrevista à rádio Folha na segunda-feira 7, trataria em reunião com a equipe econômica uma forma de promover mudanças ‘sem sobressalto’. Nenhuma alteração, no entanto, foi anunciada até o momento pelo governo.

Historicamente, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) são defensores da mudança da política e já anunciaram que, se eleitos, pretendem revogar a ‘dolarização’ dos valores praticados pela empresa. Os demais candidatos, como Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB) dizem que pretendem privatizar a Petrobras. A medida, no entanto, não é apontada por especialistas como solução para a alta nos preços.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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