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Pediatras rebatem declaração de Queiroga sobre mortes de crianças: ‘Sociedade espera e merece outro tipo de postura’

‘Afirmar que mortes são aceitáveis ​​não são atitudes esperadas das autoridades’, diz Sociedade Brasileira de Pediatria em nota

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Isac Nóbrega/PR
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Isac Nóbrega/PR
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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nesta sexta-feira 24 uma nota rebatendo as declarações do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que mortes de crianças por Covid-19 estariam dentro de um ‘patamar aceitável’ pelo governo federal. Declaração semelhante foi feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na tarde desta sexta.

Em nota, a SBP afirma que a Covid-19 já vitimou mais de 2.500 crianças brasileiras e que, considerar este número como ‘aceitável’ não é uma atitude que se espera de um governante.

“Até o momento, a Covid-19 vitimou mais de 2.500 crianças de zero a 19 anos, sendo mais de 300 delas confirmadas no grupo de 5-11 anos, causando ainda milhares de hospitalizações”, destaca a SBP.

“O Brasil se encontra diante de hospitalizações, sequelas e mortes que são passíveis de prevenção em sua grande maioria. Ignorar este fato, minimizar sua importância e afirmar que elas são aceitáveis não são atitudes esperadas das autoridades. A sociedade espera e merece outro tipo de postura e de compromisso com a saúde das crianças e adolescentes do Brasil”, rebatem os pediatras em nota.

No texto, a sociedade ainda defende que o governo federal adote um regime de urgência para o início da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Confira o posicionamento da SBP na íntegra:

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Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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