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Olavo de Carvalho critica o ‘abandono’ de Sara Winter por bolsonaristas
‘Guru’ de Bolsonaro, o escritor usou as redes para opinar sobre o caso e foi criticado pelos seguidores
O ‘guru’ de Jair Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho, usou as redes sociais nesta segunda-feira 22 para defender a ativista da extrema-direita Sara Winter, presa por liderar o grupo extremista ‘300 do Brasil’ em atos antidemocráticos de ameaças ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com Olavo, Winter teria sido abandonada por seguidores do presidente após a prisão, o que os colocaria no ‘mesmo patamar’ de integrantes da esquerda.
“O abandono em que os tais ‘direitistas’ jogaram a Sara Winter prova que, moralmente, estão no nível da esquerda”, escreveu o guru bolsonarista.
O ‘abandono’ ao qual ele se referese deu depois que Sara Winter foi presa e passou a se declarar ex-aliada do presidente. Nesta semana, por exemplo, ela disse ‘ter vergonha de quando saía na rua gritando mito’ e atribuiu a ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, a coordenação dos ataques contra o STF. As ordens para os atos antidemocráticos, segundo ela, teriam partido do militar e de deputadas bolsonaristas, como Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP). A tese foi rechaçada pelos integrantes do governo e Sara virou alvo de ataques dos ex-aliados nas redes.
Seguidores criticaram Olavo por se manifestar em favor de Sara. Os bolsonaristas também compararam o caso ao do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), outro preso por ameaças aos ministros do STF. Silveria, entretanto, segue apoiando Bolsonaro.
“Então explica por que que o Daniel Silveira sendo mais perseguido e sofrendo mais do que ela teve uma postura diferente, ele por exemplo não saiu na mídia difamando a direita e os apoiadores do governo”, questionou um bolsonarista.
“Professor, com todo respeito, o senhor é terrível para discernir caráter. Joice [Hasselmann], Sara, Felipe Moura. Nem todos que te elogiam e falam de Deus, fazem isso com sinceridade professor, melhor não colocar as mãos no fogo por essa gente”, respondeu outro apoiador do presidente.
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