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Ex-comandante da FAB rebate Ciro Nogueira e diz que senador ‘agride a instituição militar’

Senador comentou o depoimento de Baptista Júnior à PF e atribuiu o título de ‘criminoso’ aos militares

(Brasília-DF, 12/04/2021) Palavras do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior. Foto: Isac Nóbrega/PR
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O ex-comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Júnior, reagiu nesta segunda-feira 18 às declarações feitas pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), que o acusou de ter mentido em depoimento à Polícia Federal.

Baptista Jr. e o ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, afirmaram à PF que receberam propostas golpistas do então mandatário. Os depoimentos aconteceram no inquérito que investiga uma suposta articulação pró-golpe de Estado após as eleições de 2022.

Sem citá-los nominalmente, Nogueira insinou que a dupla teria prevaricado “ao não denunciar o ‘golpe’ ao país” e atribuiu o título de “criminoso” aos militares, minimizando a postura golpista de Bolsonaro. “Quer dizer que agora um chefe, dois chefes (?) de Forças Militares testemunham um Golpe de Estado e não fizeram nada?”, publicou o senador no X (ex-Twitter).

Nas redes sociais, Baptista Jr. rebateu as críticas, disse que as falas do senador têm finalidade eleitoral e agridem as Forças Armadas. Também pontuou que o parlamentar “demonstra desconhecer a lei brasileira, que estabelece que a continência militar é devida às autoridades, não às pessoas”.

“Não há vergonha em se cumprir a lei, independente dos governos de turno, que há muito se merecem e se retroalimentam. A honra está na alma e nos exemplos, não no terno, na farda ou no pijama. Se é este o exemplo de um presidente de partido, pouca esperança resta na política”, acrescentou.

O ex-comandante da Aeronáutica relatou à PF, entre outras coisas, que Freire Gomes teria ameaçado Bolsonaro de prisão após o então presidente “aventar a hipótese de atentar contra o regime democrático”. O trecho está na série de depoimentos que integram a investigação da PF, que tiveram os sigilos derrubados por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Baptista Jr. disse ainda que chegou a se retirar de uma reunião com o ex-presidente e que se recusou a receber uma proposta de decreto golpista.

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