CartaExpressa

Corte de 0,5 na Selic não muda o fato de que o BC sabota o País, diz Gleisi

A presidenta do PT destacou o fato de que o Brasil segue no topo de ranking dos juros reais

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, manteve suas críticas ao Banco Central, mesmo após o Comitê de Política Monetária anunciar um corte na taxa básica de juros: de 13,75% para 13,25% ao ano. Foi o primeiro recuo da Selic desde agosto de 2020.

Gleisi destacou o fato de que, mesmo após a redução, o Brasil segue no topo de um ranking de juros reais com 40 países.

“Já era para ter reduzido a Selic, substancialmente, há muito tempo. Estamos pagando um preço muito alto pela atuação política do bolsonarista Campos Neto no BC”, disparou a petista nas redes sociais. “Manteve os juros na estratosfera apesar de todas as evidências de que envenenam a economia. O BC de Bolsonaro, Guedes e Campos Neto, derrotado por Lula nas urnas, está sabotando o desenvolvimento do País. Têm de ser responsabilizados.”

O Brasil tem um índice de juros reais de 6,68%, segundo levantamento do site MoneYoy. Em segundo lugar está o México, com 6,64%, seguido da Colômbia, com 6,15%.

A taxa de juros real é calculada com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses e é considerada uma medida mais efetiva para comparação com outros países.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.