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‘Aliviado por ver que a justiça foi feita’, diz Paes após o CNJ afastar Marcelo Bretas

O órgão analisou três processos disciplinares contra o juiz, um deles apresentado pelo prefeito do Rio

O JUIZ FEDERAL TITULAR DA 7ª VARA FEDERAL CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO, MARCELO BRETAS. FOTO: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), elogiou nesta terça-feira 28 a decisão do Conselho Nacional de Justiça de afastar o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. O magistrado foi o responsável por conduzir a Operação Lava Jato no estado.

O CNJ analisou três processos disciplinares contra Bretas. Um deles foi apresentado por Paes, que aponta ser alvo de perseguição.

“Um juiz não pode agir com parcialidade, perseguir politicamente quem quer que seja e interferir no processo eleitoral para beneficiar seus amigos”, disse Paes após a decisão do Conselho, em publicação nas redes sociais.

O prefeito afirmou se sentir “aliviado por ver a justiça sendo feita e a verdade sobre a minha honra ter sido esclarecida”. Declarou, porém ser “triste ver que algumas figuras tenham usado o Judiciário para fazer política”.

Paes acusa Bretas de manter uma atuação política na eleição de 2018 em favor do ex-juiz Wilson Witzel, vitorioso naquela disputa e afastado dois anos depois do governo do estado.

“O que é inadmissível é o juiz Bretas, às vésperas das eleições ao governo do Rio de 2018, quando eu liderava a disputa, conduzir parcialmente um interrogatório, realizado pela quarta vez e modificado em sua última versão, com o claro intuito de prejudicar minha candidatura, sem que houvesse qualquer acusação ou prova contra mim”, criticou o pessedista.

As outras duas reclamações contra Bretas analisadas pelo CNJ decorrem de delações premiadas de advogados que relataram supostas irregularidades em negociações do juiz na condução dos processos.

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