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Aliança entre Lula e Alckmin é a maior incoerência política do Brasil pós-redemocratização, diz presidente do PSDB

Bruno Araújo também criticou desorganização da terceira via para compor alianças em torno de uma única candidatura

Aliança entre Lula e Alckmin é a maior incoerência política do Brasil pós-redemocratização, diz presidente do PSDB
Aliança entre Lula e Alckmin é a maior incoerência política do Brasil pós-redemocratização, diz presidente do PSDB
Lula e Geraldo Alckmin em 2006. Foto: Mauricio Lima/AFP
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O presidente do PSDB e coordenador da campanha de Doria, Bruno Araújo, avaliou negativamente a possível composição de chapa entre o seu ex-colega de partido, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Lula (PT). Em entrevista ao jornal O Globo desta segunda-feira 31, Araújo criticou a iminente aliança e classificou a atitude do ex-tucano como ‘incoerente’.

“Dialogar, conviver e conversar é uma coisa. É fundamental, é civilizado. Validar posições políticas antagônicas é que não tem o nosso respaldo. Geraldo Alckmin discordou do ponto de vista político, ideológico e de ações do PT durante décadas. Um dia ele acordou com uma compreensão de que tudo que achava estava errado”, criticou Araújo.

“[Alckmin] Será um vice-presidente que vai carregar a maior história de incoerência política do Brasil pós-redemocratização”, acrescentou em seguida o político.

Na última semana, a aliança entre Lula e Alckmin parece ter avançado ainda mais, com novas sinalizações positivas do ex-presidente ao ex-governador. Segundo o próprio Lula, o maior impasse para sacramentar a chapa seria o partido que precisa ser escolhido por Alckmin para abrigar sua candidatura. É necessário, conforme alertou o petista, que a legenda esteja disposta a se unir ao PT.

Na conversa com o jornal, Araújo também criticou a desorganização da chamada terceira via em torno de uma candidatura única. Para ele, caso os partidos insistam em ‘dividir votos’, serão um dos maiores responsáveis pelo retorno de Lula ao poder, confirmando os resultados apontados pelas pesquisas.

“Espero que haja espírito público desses pré-candidatos para, no momento certo, fazer um esforço na possibilidade de uma candidatura única que torne viável esse projeto. Se não, a terceira via talvez possa ser a maior responsável pela volta de Lula à presidência”, disse o dirigente tucano.

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