Economia

Brasil e EUA retomam negociação sobre o tarifaço em reunião na próxima segunda

O governo brasileiro quer ampliar a lista de produtos livres das tarifas antes de discutir a reversão das medidas

Brasil e EUA retomam negociação sobre o tarifaço em reunião na próxima segunda
Brasil e EUA retomam negociação sobre o tarifaço em reunião na próxima segunda
Reunião entre Donald Trump e Lula na Malásia, em 26 de outubro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Brasil e Estados Unidos retomarão na próxima segunda-feira 31 as negociações técnicas sobre o tarifaço imposto pelos norte-americanos a produtos brasileiros. O ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, farão uma reunião virtual às 14h30 de Brasília. O encontro foi confirmado pelo ministro e marca a primeira etapa de um novo cronograma de conversas entre os dois governos.

A reunião foi acertada depois de uma troca de mensagens entre Rosa e Greer, que ocorreu após o telefonema entre Lula (PT) e Donald Trump na sexta-feira 21. Os presidentes conversaram por cerca de uma hora e vinte minutos, principalmente sobre as tarifas. Segundo o governo brasileiro, Lula defendeu a retomada das negociações e argumentou que as medidas prejudicam as economias dos dois países. Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e indicou que as equipes técnicas voltassem a conversar.

O primeiro objetivo do Brasil será ampliar a quantidade de produtos brasileiros isentos das tarifas adicionais. Só depois, em uma segunda etapa, o governo pretende discutir a reversão das medidas adotadas pelos Estados Unidos. As duas delegações já haviam mantido conversas anteriormente, mas não chegaram a um entendimento. Desde o anúncio das tarifas, segundo o governo brasileiro, houve mais de 30 contatos com autoridades norte-americanas em diferentes níveis.

Os tarifaços 

Os Estados Unidos aplicaram neste ano dois tarifaços adicionais sobre produtos brasileiros. Uma das tarifas acrescentou 25% a parte das exportações, após uma investigação comercial norte-americana que apontou práticas brasileiras supostamente prejudiciais ao comércio bilateral, incluindo questões relacionadas ao Pix e à regulação de plataformas digitais. Depois, uma segunda tarifa, de 12,5%, foi anunciada. Com a incidência das duas cobranças, alguns produtos passaram a enfrentar uma tarifa adicional de 37,5% para entrar no mercado dos Estados Unidos.

A cobrança, porém, não alcança todos os produtos. Petróleo, café e carne bovina estão entre os itens excluídos das tarifas adicionais, enquanto itens como calçados, máquinas, madeira e açúcar permanecem submetidos à alíquota máxima. A estratégia brasileira, neste momento, é ampliar essa lista de exceções e reduzir o impacto das medidas sobre as exportações do País.

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