Sociedade
Citado em caso Marielle, Domingos Brazão ganha direito de tirar 360 dias de férias
Benefício foi concedido em sessão do Conselho Superior de Administração do TCE-RJ
O conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, ganhou o direito de tirar 360 dias de férias. Domingos está no centro das discussões sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco.
(Atualização: ele foi preso neste domingo, 24 de março de 2024, pela PF em operação que mira os mandantes do assassinato)
O benefício foi concedido em sessão do Conselho Superior de Administração do TCE-RJ no último dia 24 e é referente aos anos de 2017 a 2022. Nesse período, ele esteve afastado da Corte após ser acusado de fraude e corrupção.
Segundo o TCE-RJ, as férias podem ser pagas em dinheiro e cabe a Brazão escolher.
Brazão e o caso Marielle
O miliciano Ronnie Lessa, que já confessou que disparou contra a vereadora em março de 2018, citou Brazão como mandante do crime em um acordo de colaboração premiada celebrado com a Polícia Federal.
O acordo estaria no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por envolver acusações contra pessoa que exerce cargo público, tendo foro por prerrogativa de função.
Brazão, porém, nega que tenha relação com o assassinato de Marielle. Em entrevista ao portal Metrópoles, publicada nesta quarta-feira 24, o conselheiro do TCE do Rio disse que nunca conheceu a vereadora, tampouco Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, o ex-policial que também fez um acordo de delação premiada e confessou ter participado do crime.
Na entrevista, Brazão chegou a indicar que Lessa e Queiroz – o último também o citou no depoimento, mas sem indicá-lo como mandante – poderiam estar se referindo a ele para “proteger alguém”.
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