Justiça

‘Só ele e Deus sabem’, diz Dino sobre voto de Moro no Senado

O novo ministro do STF elogiou o ‘clima educado e gentil’ no diálogo com o senador

‘Só ele e Deus sabem’, diz Dino sobre voto de Moro no Senado
‘Só ele e Deus sabem’, diz Dino sobre voto de Moro no Senado
Flávio Dino e Sergio Moro durante sabatina no Senado. Foto: Pedro França/Agência Senado
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Aprovado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira 14 não saber se Sergio Moro (União-PR) votou a favor de sua indicação, na noite de quarta.

Dino recebeu 47 votos favoráveis (precisava de pelo menos 41) e 31 contrários, além de duas abstenções. Moro não declarou publicamente seu voto.

“Acho que somente ele e Deus sabem. Eu realmente não sei”, disse Dino nesta quinta. “Mas achei importante ali, não só em relação a ele, mas a outros, que houve um clima educado, gentil. Como disse na sabatina, só é possível haver um novo desenho institucional na medida em que adversários políticos – e me refiro à política, não ao STF – possam conversar educadamente e meçam suas palavras, em público e nas redes sociais.”

O novo ministro do Supremo também afirmou ter conduzido o diálogo com Moro “nos termos mais harmoniosos quanto possível”.

A interação entre Dino e Moro ao longo da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça foi marcada por cordialidade e algumas leves provocações.

Horas depois, o jornal O Estado de S. Paulo publicou imagens de uma troca de mensagens entre Moro e um auxiliar parlamentar identificado como “Mestrão”. Na conversa, o assessor afirma que “o coro está comendo” nas redes sociais, possivelmente em referência à repercussão de uma foto em que Moro e Dino aparecem sorrindo durante um cumprimento na sabatina.

“Mas fica frio que jaja (sic) passa, só não pode ter vídeo de você falando que votou a favor, se não (sic) isso vai ficar a vida inteira rodando”, escreveu “Mestrão”.

Na sequência, o jornal flagrou a resposta de Moro ao auxiliar: “Blz [beleza]. Vou manter meu voto secreto, é um instrumento de proteção contra retaliação”.

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