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China afirma respeitar ‘status de Estado soberano’ dos países da ex-URSS

Na sexta-feira, o embaixador da China na França, Lu Shaye, provocou polêmica ao questionar o caráter soberano dos países que se separaram da União Soviética, incluindo as três nações bálticas

China afirma respeitar ‘status de Estado soberano’ dos países da ex-URSS
China afirma respeitar ‘status de Estado soberano’ dos países da ex-URSS
Wang Yi, chefe da diplomacia chinese, e Vladimir Putin, presidente da Rússia. Foto: ANTON NOVODEREZHKIN/SPUTNIK/AFP
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A China afirmou nesta segunda-feira (24) que respeita o “status de Estado soberano” dos países da ex-União Soviética, após as declarações polêmicas do embaixador chinês na França.

“A China respeita o status de Estado soberano das repúblicas nascidas depois da dissolução da URSS no fim de 1991”, declarou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Mao Ning.

Na sexta-feira, o embaixador da China na França, Lu Shaye, provocou polêmica ao questionar, em uma entrevista ao canal de notícias LCI, o caráter soberano dos países que se separaram da União Soviética, incluindo as três nações bálticas.

Nesta segunda-feira, Lituânia, Letônia e Estônia convocaram os embaixadores da China para pedir explicações a respeito das declarações polêmicas.

Na sexta-feira, ao ser questionado se a península da Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia, era ucraniana, o embaixador chinês na França respondeu: “Depende de como se observa o problema. Há uma história. A Crimeia era russa a princípio”.

Lu Shaye argumentou que os países que surgiram como nações independentes após a queda da União Soviética em 1991 “não têm um status efetivo sob o direito internacional porque não há um acordo internacional que confirme seu status como nações soberanas”.

“A China respeita a soberania, a independência e a integridade territorial de todos os países e apoia os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas”, declarou Mao nesta segunda-feira.

Embora Pequim afirme que é oficialmente neutra, o presidente chinês, Xi Jinping, nunca condenou a invasão russa da Ucrânia.

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