Justiça
Fachin traça limites para a ‘cooperação’ das Forças Armadas na eleição: ‘Intervenção, jamais’
‘Não há poder moderador para intervir na Justiça Eleitoral’, afirmou o presidente do TSE em evento no Paraná
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, destacou nesta sexta-feira 29 “um histórico de cooperação” entre as Forças Armadas e a Justiça Eleitoral, mas apontou os limites para a atuação dos militares no processo de votação.
Durante evento promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Fachin ressaltou o papel das Forças “no campo da logística” e “na garantia da votação”. Citou como exemplo o apoio à distribuição de urnas por todo o País.
O magistrado mencionou também a Comissão de Transparência Eleitoral, que conta com representantes da Câmara dos Deputados, do Senado, das Forças Armadas, da Ordem dos Advogados do Brasil e de outros órgãos públicos e da sociedade civil, como universidades e organizações.
Fora desse campo, porém, não haverá interferência das Forças Armadas, afirmou Fachin.
“Não há poder moderador para intervir na Justiça Eleitoral”, disse o ministro. “Colaboração, cooperação e, portanto, parcerias proativas para aprimoramento, a Justiça Eleitoral está inteiramente à disposição. Intervenção, jamais.”
Após o episódio Daniel Silveira (PTB-RJ) e as novas trocas de farpas entre o ministro do STF Luís Roberto Barroso e militares, o presidente Jair Bolsonaro voltou a insinuar a possibilidade de fraude em pleitos passados, hipótese já descartada pelo TSE, e declarou ser preciso ter a participação das Forças Armadas para que a haja “confiança” no sistema eleitoral.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


