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Quadrilha toma as ruas de Cametá, no Pará, em assalto a banco

Ação tem características semelhantes às praticadas em Criciúma, no sul de Santa Catarina, na madrugada da terça-feira

Créditos: Divulgação redes sociais Créditos: Divulgação redes sociais
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Uma quadrilha tomou as ruas da cidade de Cametá, no Pará, a 235 km de Belém, na madrugada desta quarta-feira 2 para efetuar um assalto em uma agência bancária local. A ação deixou uma pessoa morta, segundo o prefeito da cidade, Waldoli Valente (PSC).

Os assaltantes usaram armas de alto calibre e explosivos, além de fazer reféns.

A quadrilha deixou a cidade por volta de 1h30. Segundo a Polícia Militar, na fuga, o grupo usou carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado.

A ação realizada nesta madrugada tem características semelhantes à praticada em Criciúma, no sul de Santa Catarina, na madrugada da terça-feira 1.

O governador do estado, Helder Barbalho (MDB), utilizou as redes sociais por volta da 1h19 para afirmar que já estaria em contato com a cúpula de segurança pública do estado para resolver a situação.

Criciúma

A cidade no Norte de Santa Catarina também passou por uma madrugada de violência na terça-feira. Uma quadrilha fortemente armada invadiu a tesouraria regional do Banco do Brasil da cidade, provocou incêndios, bloqueou ruas, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

Duas pessoas ficaram feridas: um policial militar e um vigilante.

Segundo informou a Polícia Civil, cerca de 30 pessoas encapuzadas participaram da ação simultânea. Nenhum dos suspeitos foi preso até o momento.

O ataque durou mais de uma hora e a Prefeitura pediu ajuda a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul.

Violência é mais um caso de terrorismo urbano, avalia professor

O episódio em Criciúma é parte de um fenômeno que o professor Rafael Alcadipani, professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública tem chamado de terrorismo urbano. “São quadrilhas especializadas. O PCC aluga as armas.”

O alvo preferencial desses roubos cinematográficos são as médias cidades. Houve crimes do tipo em Botucatu, Ourinhos e Araraquara, no interior de São Paulo, e também nas regiões Norte e Nordeste.

Para Alcadipani, o caso escancara um grave problema de segurança pública: a falta articulação entre as polícias. O corporativismo e a desconfiança mútua, somada e a falta de liderança do governo, dificultam ações conjuntas e troca de informações.

“O Brasil corre o risco de ter conflitos semelhantes aos da Colômbia no passado e do México atualmente. O crime organizado não está sob controle no Brasil. E só vamos controlá-lo quando houver integração.”

CartaCapital
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