Sociedade

Polícia investiga justiceiros que ‘caçam’ supostos criminosos em Copacabana

Imagens que circulam nas redes sociais mostram homens que se identificam como moradores percorrendo as ruas, em grupo, em uma espécie de ronda para encontrar assaltantes que atuam pela região

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A Polícia Civil informou que investiga a atuação de supostos grupos de justiceiros formados para ‘caçar’ criminosos em Copacabana, bairro da zona sul da capital fluminense.

Na terça-feira 5, circularam nas redes sociais vídeos de supostos moradores da região percorrendo as ruas, em grupo, em uma espécie de ronda para encontrar assaltantes que atuam pela região. Há imagens de grupos de homens agredindo pessoas em situação de rua.

Conversas captadas pelo WhatsApp sugerem que o grupo é formado por lutadores e pessoas interessadas em colocar ‘ordem’ no bairro. Em outro trecho, supostos moradores da região falam que a estratégia é agredir o máximo de assaltantes possíveis.

“A parada é sentar o sarrafo no final de semana, quebrar uns 10, deixar hospitalizados, que aí dão um jeito de meter o Exército e para a bagunça”, diz o trecho de uma mensagem captada pelo Metrópoles em um grupo de WhatsApp. “Mas lembrem que hoje tem câmera pra tudo que é lado e temos uma sociedade podre que defende esses bandidos”, alerta outro usuário do grupo.

A reação dos ‘justiceiros’ estaria relacionada ao caso de um empresário, de 51 anos, que foi agredido por um grupo de assaltantes na região, ao tentar defender uma mulher que foi cercada por um grupo de criminosos, na tarde do sábado 2, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. A mulher foi furtada. Câmeras de segurança flagraram o início da ação e também o momento em que o empresário Marcelo Rubim Benchimol , que andava na calçada, tenha defender a mulher e vira alvo dos criminosos. O homem leva pelo menos dois socos no rosto e cai desacordado.

A reportagem de CartaCapital questionou o Instituto de Segurança Pública do Rio se há confirmação da atuação dos grupos de justiceiros por Copacabana, mas não obteve respostas.

Em nota a Polícia Civil afirmou que diligências estão em andamento para identificar os envolvidos e esclarecer os fatos. Também questionada, a Polícia Militar disse que também tem atuado com policiamento reforçado na região de Copacabana, de maneira integrada às demais forças de segurança.

A corporação destacou ainda que “convocações para agressões ou perturbação de ordem pública não são maneiras adequadas de resolver ações criminosas que vêm ocorrendo em Copacabana” e que é importante que a sociedade confie e colabore com as ações realizadas pelos órgãos de segurança pública.

“É importante salientar que esse é um problema que ultrapassa a atuação somente da Corporação, sendo um obstáculo de âmbito social. E cabe destacar que é de suma importância a atuação ativa de outros atores sociais e de órgãos públicos – municipal, estadual e federal. Além disso, destacamos que a legislação vigente precisa ser revista no que tange a segurança pública”, finalizou.

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