Sociedade
Polícia da Bahia prende suspeitos de envolvimento no assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete
Três homens serão investigados por participação no crime. O governo estadual ainda não divulgou os nomes dos presos
Três homens foram presos na Bahia por suspeita de envolvimento na morte da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico. O anúncio partiu do secretário de Segurança Pública do estado, Marcelo Werner, nesta segunda-feira 4.
A pasta ainda não divulgou os nomes dos presos, mas confirmou o papel atribuído a cada um deles:
- o primeiro homem foi preso por suspeita de ser o executor;
- o segundo foi preso por guardar as armas do crime e por porte ilegal;
- e o terceiro foi preso por receptação dos celulares da líder quilombola e de familiares, roubados durante o homicídio.
Ainda há divergência sobre a motivação do crime, uma vez que também recai sobre os envolvidos a suspeita de integrar um grupo responsável por tráfico de drogas e homicídios na região. A família da líder quilombola ainda aponta crimes sobre disputa de terras e especulação imobiliária — mesmo motivo da execução do filho de Bernadete, há quase seis anos.
“Ele [primeiro suspeito] fala o motivo, mas precisamos saber se isso condiz com a verdade. Qualquer informação passada agora pode não ser a verdade”, disse em coletiva de imprensa a delegada-geral de Polícia Civil, Heloísa Brita.
Na sexta-feira 1º, a Polícia Civil apreendeu duas pistolas, que teriam sido utilizadas no homicídio de Mãe Bernadete, com munições e três carregadores. Os objetos foram localizados em uma oficina mecânica na comunidade de Pitanga de Palmares, na zona rural de Simões Filho, região onde fica o quilombo.
O mecânico que guardava as armas foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a SSP, as duas armas apreendidas são compatíveis com os projéteis recolhidos no local do crime.
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