Em evento pró-vacina, ex-presidentes não comentam sobre impeachment de Bolsonaro

José Sarney, FHC e Michel Temer participaram de encontro com o governador paulista, João Doria, no aniversário da cidade de São Paulo

Foto: Reprodução/Governo de São Paulo

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Sociedade

O governo de São Paulo organizou nesta segunda-feira 25, dia do aniversário da capital paulista, uma coletiva de imprensa com a presença dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Segundo o governador João Doria, Fernando Collor, Lula e Dilma Rousseff também foram convidados, mas preferiram não participar do encontro, destinado a promover a vacinação contra a Covid-19. Os ex-presidentes que compareceram à entrevista evitaram se manifestar sobre os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

 

 

Esta segunda-feira marcaria, pelo plano original da gestão Doria, o início da vacinação contra a Covid-19 no estado – que foi antecipada para o dia 17, data em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso emergencial da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac.

Primeiro a discursar, Sarney fez um apelo “pela vida e pela saúde” dos brasileiros. “Aproveito a oportunidade para louvar o idealismo e a obstinação do governador João Doria no envolvimento nessa campanha”.

Para Temer, o encontro dos ex-presidentes simboliza a unidade no combate à Covid-19. Ele também fez alusão à retórica bolsonarista de estabelecer uma distinção entre a manutenção da vida e a defesa da economia. “A vida não volta e a economia se recupera”.

“Estou na fila para que, em um dado momento, quando chegar a minha vez, eu possa vacinar-me, o que farei com toda a tranquilidade”, acrescentou. “Vacinem-se todos”.

Temer ainda revelou que, a pedido de Doria, conversou nesta segunda com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para interceder em defesa da celeridade no envio de insumos para a produção de vacinas no País. O governador marcou para esta terça-feira 26 uma reunião com Wanming.

Já FHC ressaltou que a pandemia do novo coronavírus mostrou a eficiência do Sistema Único de Saúde e declarou que o Brasil tem de aproveitar o momento para sentir “a solidariedade prática”.

“Nós venceremos, mas, enquanto isso, vamos nos cuidar e prestar homenagem aos que trabalham em defesa da vida e, com muita emoção, falar dos que se foram”.

Questionado a respeito de sua posição sobre o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que ganha força com manifestações públicas, o tucano preferiu não se manifestar. Temer e Sarney também não mencionaram a situação de Bolsonaro.

 

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