Sociedade

Caso João Alberto: três hipóteses investigadas podem configurar racismo, diz delegado

‘Sempre trabalhamos com a consciência da existência do racismo estrutural’, declarou Eibert Moreira

Foto: Silvio Avila/AFP
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Uma semana após o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, por dois seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS), o diretor da Divisão de Homicídios da capital gaúcha, delegado Eibert Moreira, detalhou as linhas de investigação sobre o episódio.

“Trabalhamos com três hipóteses em que pode configurar o preconceito racial”, disse Moreira em coletiva de imprensa nesta quinta-feira 26.

“A questão racial intrínseca a esse fato que estamos apurando vem à tona por óbvio, e nós sempre trabalhamos com a consciência da existência do racismo estrutural no nosso país. Porém, para falar sobre racismo no aspecto criminal, nós precisamos avaliar qual é a configuração do tipo penal existente para essas condutas. Na nossa legislação existem, especificamente, duas possibilidades: seriam injúria racial, prevista no artigo 140, parágrafo terceiro, do Código Penal; e as condutas tipificadas na Lei 7716/89, em que descrevem condutas típicas de racismo”, completou.

Nesta sexta-feira 27, o delegado concedeu entrevista à RBS TV e demonstrou otimismo com o desenrolar do caso a partir de um novo depoimento de um dos seguranças envolvidos no episódio, o policial temporário Giovane Gaspar da Silva. Ele está preso preventivamente e deve ser ouvido ainda nesta sexta.

“Acreditamos que o novo interrogatório que faremos hoje [sexta] terá uma relevância grande para o andamento do inquérito policial, tendo em vista que aquela conversa gravada entre aquelas três, quatro pessoas, que aparecem nas imagens, só é de conhecimento delas mesmas”, detalhou Moreira.

Até aqui, além de Giovane Gaspar da Silva, foram presos o segurança Magno Braz Borges e a fiscal da unidade do Carrefour onde o crime aconteceu, Adriana Alves Dutra.

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