Sociedade
A reação do influencer Renato Cariani após ser indiciado por tráfico de drogas
Investigado alegou que ‘alguém fez algo errado’ no caso e que ele estaria envolvido apenas por ser sócio da empresa
Após ser indiciado pela Polícia Federal por tráfico equiparado, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, o influenciado Renato Cariani negou, pelas redes sociais, envolvimento no crime, atribuindo a responsabilidade a terceiros.
Em um registro nas redes sociais, já tirado do ar, ele afirma que “já sabia” dos indiciamentos e das pessoas que seriam relacionadas na investigação.
“O indiciamento é quando a polícia entende que há indícios de algo errado, indícios de algo que pode ser criminoso. Não significa que eu fiz algo errado, ou minha sócia fez algo errado. Significa que alguém ali fez algo errado. Há indícios. Eu sou uma das pessoas envolvidas, afinal de contas, eu sou o sócio da empresa”, alegou o influenciador.
O influenciador foi apontado como suspeito de integrar uma rede de tráfico de drogas e desvio de produtos químicos para a produção de crack.
A investigação está em andamento desde 2019 e aponta que a empresa da qual Cariani é sócio estaria sendo usada para o desvio de produtos químicos para o PCC.
Depósitos em dinheiro em nome da empresa farmacêutica AstraZeneca deram origem a investigação. Segundo agentes da PF, o laboratório não reconheceu o repasse feito pela empresa Anidrol, da qual Cariani é sócio.
A rota do dinheiro, que deu origem à operação policial contra o influenciador, foi divulgada na semana passada pelo site Metrópoles. De acordo com a publicação, a AstraZeneca foi notificada pela primeira vez em 2017 pela Receita Federal.
Já a empresa do influencer, por sua vez, disse à Receita que forneceu à AstraZeneca cloreto de lidocaína. Essa substância é utilizada na indústria farmacêutica e é uma das bases para a produção de crack.
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