Pazuello: Brasil tem no máximo três opções de vacina contra Covid-19

Segundo ministro da Saúde, País receberá 15 milhões de doses do imunizante de Oxford no início de 2021

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Saúde

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira 2 que o Brasil trabalha com “uma, duas ou três” opções de vacinas contra a Covid-19. Em audiência na comissão do Congresso Nacional que supervisiona o enfrentamento à pandemia, o chefe da pasta afirmou que leva em conta as quantidades e os cronogramas dos imunizantes.

 

 

“Ainda sobre vacinas, queria deixar uma coisa clara: ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega ao final das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios”, disse. “Números de grande quantidade realmente se reduzem a uma, duas ou três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, completou.

Até este momento, o Brasil tem acordos para obter 142 milhões de doses no primeiro semestre de 2021: 100 milhões por meio da parceria da Fiocruz com o laboratório AstraZeneca e 42 milhões pelo consórcio Covax Facilty.

De acordo com o ministro, o País começará a receber no início de 2021 15 milhões de doses da vacina do laboratório AstraZeneca, desenvolvida com a Universidade de Oxford. “Ressalto, para deixar claro, que, em janeiro e fevereiro, já começam a chegar 15 milhões de doses dessa Encomenda Tecnológica da AstraZeneca/Oxford com a Fiocruz. E, no primeiro semestre, chegamos a 100 milhões de doses. No segundo semestre, já com a tecnologia transferida, pronta, nós poderemos produzir com a Fiocruz até 160 milhões de doses a mais. Só aí são 260 milhões de doses”, projetou Pazuello.

Também nesta quarta-feira, o ministro da Saúde declarou que não é mais possível falar em “afastamento social” após as campanhas eleitorais serem realizadas com aglomerações.

“Se esse vírus se propaga por aglomeração, por contato pessoal, por aerosóis e nós tivemos a maior campanha democrática que podia ter no nosso país, que é a municipal, nos últimos dois meses… Se isso não trouxe nenhum tipo de incremento ou aumento em contaminação, não podemos falar mais em lockdown, nem nada”, disse Pazuello durante a audiência.

A declaração, no entanto, é feita no momento em que estados retomam medidas de restrição da circulação para conter o avanço da Covid-19. Em nota técnica divulgada pelo Grupo de Trabalho para Enfrentamento da Covid-19, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cientistas pedem ação rápida contra a pandemia e citam medidas como “fechamento de praias”, “cancelamento de eventos” e “lockdown”.

Os dados, de acordo com a nota, “sugerem que há uma nova onda se sobrepondo à primeira, fato que torna o problema ainda mais grave e complexo, principalmente em virtude de aglomerações desnecessárias e declarações públicas de autoridades governamentais afirmando que não retrocederão nas medidas de flexibilização”.

 

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Editor do site de CartaCapital

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