Política

Weintraub: discurso de Bolsonaro é de quem já perdeu a eleição e não quer ser preso

Em entrevista, o ex-capitão afirmou que, se for derrotado, irá ‘passar a faixa e se recolher’

Weintraub: discurso de Bolsonaro é de quem já perdeu a eleição e não quer ser preso
Weintraub: discurso de Bolsonaro é de quem já perdeu a eleição e não quer ser preso
O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou nesta terça-feira 13 que o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, adotou o discurso de um derrotado na entrevista em que se comprometeu a “passar a faixa e se recolher” caso perca a eleição.

“Quem acompanhou a forma, os olhos, o semblante… Não é só o tom da voz e as palavras que ele falou”, declarou Weintraub, candidato a deputado federal pelo PMB em São Paulo, durante transmissão nas redes sociais. “Para mim esse discurso é de quem perdeu a eleição e está querendo se recolher, ficar em paz, sem ser preso, ameaçado ou à família. Está fechando um acordo: ‘ó, estou saindo de campo, passo a faixa e me deixa a paz.'”

As declarações de Bolsonaro ocorreram em entrevista a um conjunto de podcasts voltados ao público evangélico.

“Se for a vontade de Deus, eu continuo. Se não for, a gente passa aí a faixa e vou me recolher”, destacou o ex-capitão quase no final da conversa. “Com a minha idade, eu não tenho mais nada a fazer aqui na Terra, se acabar essa minha passagem pela política aqui no dia 31 de dezembro do corrente ano.”

Bolsonaro vive situação delicada na corrida eleitoral. Uma pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira 12, encomendada pela TV Globo, mostra que Lula teria 51% dos votos válidos se a eleição para a Presidência da República ocorresse hoje. Neste cenário, o petista poderia vencer a disputa ainda no primeiro turno.

Na contagem dos votos válidos, a excluir os votos nulos e em branco e os indecisos, Bolsonaro soma 35%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 8%; Simone Tebet (MDB), com 4%; e Felipe D’Ávila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil), com 1% cada.

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