Política

‘Superpedido’ de impeachment será protocolado dia 30, com atos em Brasília

O texto reúne signatários de pedidos apresentados anteriormente, da esquerda à direita

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: AFP
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Está marcada para 30 de junho a apresentação do ‘superpedido’ de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, que reúne crimes já apontados por petições anteriores. A expectativa é de que o ato de oficialização seja acompanhado de manifestações em Brasília.

 

A data foi decidida em reunião realizada nesta quinta-feira 24. Entre os autores, estão parlamentares associados à esquerda e à direita, além de entidades e movimentos sociais. A versão final do texto, no entanto, ainda não foi oficializada, segundo o líder do PT na Câmara, deputado Elvino Bohn Gass (RS).

A matéria final deve ser disponibilizada até a terça-feira 22, com pelo menos 21 crimes listados. Alguns deles tratam de apologia à tortura, participação de Bolsonaro em atos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, incitação de motim entre classes armadas, promoção de revolta contra o isolamento social na pandemia e atrasos no atendimento às demandas dos estados e municípios na crise sanitária.

“Crime é o que não falta”, comentou o deputado a CartaCapital. “São vários tipos, em relação ao tema da saúde e às agressões às instituições.”

O pedido vem sendo preparado desde abril. A apresentação será mais um elemento nas mobilizações para os protestos contra Bolsonaro convocados para 24 de julho. O organizadores dos novos atos definem estratégias para atrair às ruas mais trabalhadores não organizados e setores de centro.

A abertura do processo, no entanto, depende de decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), eleito para o cargo com o apoio de Bolsonaro. Até o momento, o deputado sinaliza que não autorizará a tramitação do procedimento. Já são mais de 130 pedidos de impeachment parados.

“A pressão tem que ser direcionada agora na Câmara”, diz José Guimarães (PT-CE), vice-presidente nacional do partido. “A Câmara tem que analisar, não pode sentar em cima e engavetar. Que seja para deferir ou indeferir, o presidente precisar dar destino a esse pedido.”

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