Política
Eu não estou preso, eu sou refém, diz Lula da prisão em Curitiba
Ex-presidente está preso encarcerado desde abril deste ano. Ele não deixará a cadeia antes de 2019
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nesta quinta-feira 20 por meio de sua conta no Twitter para dizer o que pensa sobre sua prisão, que teve início em abril deste ano. “Eu não estou preso, eu sou refém. Quem não entendeu isso ainda não entendeu o que está acontecendo comigo”, reproduziu a conta do ex-presidente. A reportagem apurou que a frase foi mesmo dita por Lula, de dentro da sede da Polícia Federal em Curitiba, e reproduzida por seus assessores na rede social. Veja abaixo.
Eu não estou preso, eu sou refém. Quem não entendeu isso ainda não entendeu o que está acontecendo comigo. #RecadoDoLula
— Lula (@LulaOficial) December 20, 2018
Se tem alguém disposto a fazer oposição nesse país sou eu. #RecadoDoLula
— Lula (@LulaOficial) December 20, 2018
A manifestação de Lula vem um dia após o ato do ministro Dias Toffoli, que derrubou a decisão liminar de seu colega Marco Aurélio Mello, que determinava a libertação de todos os que estão presos no país por terem sido condenados em segunda instância.
➤ Leia também: Toffoli derruba liminar de Marco Aurélio, e Lula continuará preso
De acordo com nota oficial divulgada pelo PT nesta quinta, “não há precedentes, na tradição brasileira, de uma perseguição tão cruel a um líder político reconhecido internacionalmente.”
A sigla destaca um ponto específico no imbróglio a que o país assistiu na última quarta. É que a procuradora-geral da república, Raquel Dodge, decidiu insurgir-se contra a decisão de Marco Aurélio Mello, mas não quanto a seu efeito geral, que colocaria em liberdade todos aqueles que estão tendo sua pena antecipada no país. Ela só interpôs recurso contra a soltura de Lula, única e especificamente Lula, conforme destaca a nota:
“A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, rebelou-se contra a Justiça e requereu a suspensão da liminar (o que não tem precedentes), e o fez especificamente em relação ao cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, e somente a Lula, sendo que a decisão do ministro Marco Aurélio dirigia-se indistintamente a todos que cumprem prisão antecipada antes do trânsito em julgado.””
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