Política

Servidores da CGU criticam ministro por elogiar atos antidemocráticos: ‘Extremismo minoritário’

‘O próprio presidente reafirmou o teor belicoso dos eventos convocados’, diz nota da Unacon Sindical

Jair Bolsonaro e Wagner Rosário. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Wagner Rosário. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Após o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, celebrar nas redes sociais as manifestações de 7 de Setembro, marcadas por defesa de pautas antidemocráticas e ataques ao Supremo Tribunal Federal, a Unacon Sindical, entidade que representa servidores da CGU e do Tesouro Nacional, criticou a postura do chefe do órgão de controle.

Para a entidade sindical, governo e apoiadores “não exaltaram a democracia e a liberdade, mas atacaram a independência dos poderes”. A nota também critica medidas que, segundo a Unacon, retiram direitos de trabalhadores, enfraquecem políticas sociais aceleram a degradação do meio ambiente e promovem o aumento da desigualdade, da pobreza e a volta da fome.

“Na noite em que o ministro exaltava a beleza do movimento na capital da República – Lindo ver Brasília ser tomada por pessoas de bem -, as pessoas ordeiras, atendendo ao chamado do chefe do Poder Executivo Federal, clamavam por intervenção militar, fechamento do Supremo Tribunal Federal, além de ameaçarem o Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, rompiam barreiras policiais para, contrariamente ao acordado com as autoridades locais, estacionarem caminhões e tratores em áreas próximas aos Poderes Legislativo e Judiciário, e acamparem na Esplanada dos Ministérios”, diz a nota.

“No dia 7 de setembro, manifestantes tentaram reiteradamente invadir o Supremo Tribunal Federal, ao passo que o próprio presidente da República reafirmou o teor belicoso dos eventos convocados”, acrescenta.

Para a entidade, o “extremismo político minoritário na sociedade” é o avesso da democracia, da liberdade e da justiça.

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