Sem a Globo, ministro das Comunicações sinaliza trégua entre governo e mídia

TV Globo já foi atingida com MP sobre futebol na última semana. Faria também não menciona SBT, emissora do sogro

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Fábio Faria. Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Fábio Faria. Foto: Alan Santos/PR

Política

O ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, anunciou pelas redes sociais nesta quinta-feira 25 que pretende reunir-se com veículos de mídia para “viabilizar e estabelecer um diálogo entre o governo e a imprensa”, constantemente atacada pelo presidente, outros ministros e apoiadores.

Nas redes sociais, o mais novo ministro do governo, que também é deputado federal pelo PSD-RN e genro do dono do SBT, Sílvio Santos, anunciou “o primeiro passo para essa aproximação é visitar, nos próximos dias, as redações dos principais veículos de comunicação do país: Folha de São Paulo, CNN, Estadão, Record, Uol e Veja.”, escreveu. Deixou de fora a emissora do sogro e a Rede Globo, TV com recorrentes índices de maior audiência diária no País.

Na semana passada, o presidente voltou a cutucar os interesses da Rede Globo ao assinar a Medida Provisória (MP) 894, que permite aos clubes venderem direitos de transmissão sem a aprovação conjunta com o clube visitante, algo estabelecido pela Lei Pelé, de 1998.

Em nota, a Globo afirma que a MP é “irresponsável”  por ser um desvio de função legislativa para beneficiar o Flamengo, já que, na foto do anúncio, Bolsonaro posava com o presidente do clube, Rodolfo Landim. “Estamos democratizando o futebol!”, escreveu o presidente.

Além disso, Bolsonaro sinaliza a intenção de manter certa “paz” em um momento delicado de seu mandato, agravado pelos casos desenfreados de coronavírus no País e pela prisão de Fabrício Queiroz, amigo pessoal da família Bolsonaro, que é apontado como o operador do esquema de rachadinhas ocorrido no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) enquanto este era deputado estadual.

O presidente também poderá ser chamado para depor à Polícia Federal no caso das supostas tentativas de ingerência na PF, denunciadas por Sergio Moro ao sair do governo.

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