Política

Randolfe pede ao TCU apuração de compra de caminhões de lixo pelo governo Bolsonaro

Há indícios de sobrepreço de 109 milhões de reais na aquisição dos equipamentos

Crédito: José Cruz/Agência Brasil
Crédito: José Cruz/Agência Brasil
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O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) ingressou, nesta segunda-feira 23, com uma representação no Tribunal de Contas da União para que seja aberta uma investigação sobre a compra de caminhões de lixo com suspeita de superfaturamento pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo reportagem do Estadão, existem indícios de sobrepreço de 109 milhões de reais na aquisição dos equipamentos. Além da incongruência dos valores, a compra não seguiu critério de políticas sanitárias. 

No documento entregue ao TCU, Randolfe afirmou que este é mais um exemplo de corrupção instalada no governo federal. “É falta de transparência e dano ao orçamento público. Bolsonaro coloca a culpa da crise econômica em terceiros, mas essa é uma demonstração de que a prioridade dele é o favorecimento político e não a vida do povo brasileiro que sofre com a miséria num cenário de profunda desigualdade social”, apontou.

A representação ainda cita o desvio de finalidade das verbas que sobraram da transição do Bolsa Família para o Auxílio Brasil.  Conforme decisão do TCU, os valores poderiam ser usados no combate à pandemia de Covid-19, no entanto, foram destinados para a compra de tratores para aliados políticos do presidente. 

Para o senador, os fatos “são bastante graves e têm o potencial de demonstrar, mais uma vez, a existência de um pernicioso patrimonialismo no âmbito do Governo Federal. Com efeito, o Governo Bolsonaro ─ marcado pela utilização do orçamento secreto a políticos do chamado “centrão”, em troca de apoio político e sustentação do seu mandato ─ tornou o orçamento mais um reduto de negociatas e acordos espúrios envolvendo recursos públicos”. 

Outra representação foi protocolada no Ministério Público Federal pelo parlamentar. O senador pede que sejam investigados e fiscalizados os gastos do governo Bolsonaro e, caso constatadas ilegalidades, seja apurada a responsabilidade dos gestores envolvidos. 

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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