PT articula encontro entre sindicalistas e Rodrigo Pacheco

Reunião ocorreu nesta quarta 27 na casa oficial da Presidência do Senado com a participação dos líderes do PT no Congresso

(Foto: Gabriel Paiva/Divulgação)

(Foto: Gabriel Paiva/Divulgação)

Política

A liderança do Partido dos Trabalhadores no Senado articulou um encontro entre centrais sindicais, o candidato à Presidência do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A reunião ocorreu na residência oficial da Presidência do Senado, na tarde desta quarta-feira 27.

O encontro teve como objetivo conseguir de Pacheco o compromisso em discutir a pauta das centrais caso seja eleito. Participaram representantes da CUT, da Força Sindical, da UGT e dos mettalúrgicos das regiões atingidas pela saída da Ford do Brasil.

Pacheco conta com apoio do PT, mas também com a “simpatia” de Jair Bolsonaro, em uma aliança que já rendeu muita polêmica dentro e fora do partido.

Após a reunião, Rodrigo Pacheco se comprometeu, caso seja eleito, a já promover na próxima semana uma reunião entre os sindicatos, o Ministério da Economia – através das secretarias do Trabalho e Produtividade, Emprego e Competitividade – para discutirem o processo de desindustrialização no Brasil.

O encontro, é claro, também favorece o candidato mineiro à presidência do Senado. “Dá um tom de atuação independente e de apoio de diversos setores da sociedade, né?”, alfinetou um dirigente.

A reunião foi avaliada como positiva pelos petistas, uma vez que Pacheco mostrou “sintonia” com as principais demandas das bancadas e dos trabalhadores. A situação do senador na eleição é considerada “tranquila” tendo em vista o hall de alianças – somam-se 9 partidos – que Alcolumbre aglutinou em torno dele. Bastidores dão conta, aliás, de que o MDB da rival Simone Tebet estaria rachando frente às ofertas de Alcolumbre.

Auxílio, vacina e desindustralização

“Pacheco colocou três prioridades: uma forma de auxílio emergencial para a população, a vacinação para todos e o desenvolvimento econômico. Para ele é crucial discutirmos como parar esse processo de desindustrialização”, afirmou Carlos Zarattini. “A Ford saiu, mas tem outras empresas deixando o País, principalmente na industria automobilística. Vemos o caso da Ford como um primeiro ato de debandada geral. Essa é a pauta que interessa ser discutida”, completa.

Para o senador Rogério Carvalho, é preciso haver um debate sobre a política industrial e ter uma política tarifária que proteja a indústria brasileira: “Abrir espaço para preservação do parque industrial e retomar uma política nos moldes do Inovar Auto, e não do Rota 2030. Naquela época éramos o terceiro maior mercado de automóveis. Agora elas vão embora porque não possuem mais compromisso com a produção local”. O líder do PT se refere ao programa criado pela então presidente Dilma Rousseff em 2012 e que tentou impulsionar a nacionalização da produção. Ao todo, foram oito fábricas inauguradas no período ao custo de R$ 14 bilhões.

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Repórter da revista CartaCapital

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