Política

PSOL pede cassação de quatro deputados bolsonaristas por incentivo ao 8 de Janeiro

Integrantes da legenda apontam que os deputados Abílio Brunini (PL-MT), André Fernandes (PL-CE), Sílvia Waiãpi (PL-AP) e Clarissa Tércio (PP-PE) quebraram o decoro parlamentar

Créditos: Reprodução Twitter
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A bancada do PSOL protocolou um pedido de cassação contra quatro deputados bolsonaristas por suposto incentivo aos atos golpistas ocorridos no dia 8 de janeiro, em Brasília.

Os integrantes da legenda apontam que os deputados Abílio Brunini (PL-MT), André Fernandes (PL-CE), Sílvia Waiãpi (PL-AP) e Clarissa Tércio (PP-PE) teriam incentivado a realização dos atos ou minimizado as depredações nos prédios dos Três Poderes em seus perfis nas redes sociais.

As condutas são tipificadas como quebra de decoro parlamentar no pedido de cassação protocolado pelo partido junto ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

A legenda menciona uma publicação de Brunini feita no dia 11 de janeiro, depois apagada, em que o parlamentar supõe que os atos de vandalismo nos prédios dos Três Poderes teriam participações de militantes infiltrados do PT.

“O representado deliberadamente mentiu com o escopo de minorar a responsabilidade dos golpistas que atentaram contra as instalações da Câmara dos Deputados, sendo tal ato justificado, possivelmente, pelo fato do parlamentar compactuar com tais atos, haja vista ter se promovido politicamente neste cenário de violência e desinformação. Há uma tentativa, por parte do representado, de difundir fake news e, assim, acaba por tentar naturalizar as cenas de violência e incentivar novas práticas criminosas”, destacam.

Já o deputado do Ceará, André Fernandes, fez uma publicação no Twitter, no dia 6 de janeiro, antecipando os atos do dia 8. “Neste final de semana acontecerá, na Praça dos Três Poderes, o primeiro ato contra governo Lula. Estaremos lá”, escreveu. Posteriormente, publicou a imagem da porta do gabinete do ministro do STF, Alexandre de Moraes, danificada.

Clarissa, por sua vez, usou suas redes no 8 de janeiro para divulgar um vídeo feito por um dos extremistas que subiu no teto do Congresso Nacional. Além dela, seu marido, Júnior Tércio, também teria feito publicações semelhantes. A mesma conduta foi tomada pela deputada amapaense Sílvia Waiãpi.

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