Política

Por que as novas regras da minirreforma eleitoral podem prejudicar a participação de minorias na política

A deputada Jandira Feghali e a advogada Maíra Recchia discutem o impacto e os pontos mais emblemáticos da proposta

Em ação. Sônia Guajajara está empenhada na criação de “bancadas do cocar“ pelo País afora. “Queremos mudar a fotografia do poder“, explica a socióloga Vilma Reis - Imagem: Leopoldo Silva/Ag.Senado e Redes sociais
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Em entrevista ao programa Direto da Redação da CartaCapital, Maíra Recchia, presidente do Observatório Eleitoral da OAB-SP, e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), alertam para possíveis retrocessos na nova proposta de reforma eleitoral– entenda aqui, ponto a ponto.

Recchia qualifica a reforma como “o pior projeto dos últimos anos,” observando que o texto parece visar a preservação do poder dos já eleitos. Um relatório obtido por CartaCapital indica que 36 deputados não teriam sido eleitos em 2022 se as novas regras já estivessem em vigor.

Para a deputada Jandira, o projeto se destaca positivamente por tentar ampliar as proteções contra violência política para pré-candidatas. No entanto, ela observa que, ao tentar resolver uma questão, o projeto acaba negligenciando outras demandas ainda mais urgentes.

“Manter a cota é importante porque ela dá referência para os recursos e o tempo de TV”, explica a deputada. Embora a manutenção da cota esteja garantida, a questão em debate é se uma redução para abaixo de 30% afetaria a representação masculina. 

As alterações estão previstas para entrar em vigor nas eleições municipais de 2024. Para isso, o presidente Lula tem até o dia 6 de outubro para sancionar a lei, restando apenas três semanas para a avaliação do Senado.

Assista à entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=P4THDm2QZbA

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