Política

PoderData: Governo Bolsonaro é mal avaliado por mulheres, jovens, moradores do Nordeste e mais ricos

Avaliação positiva do presidente tem leve melhora, mas governo ainda é considerado ruim por 52% dos brasileiros

Foto: EVARISTO SA / AFP
Apoie Siga-nos no

A avaliação negativa do presidente Jair Bolsonaro (PL) recuou 4 pontos percentuais nos últimos 15 dias, mas governo ainda é considerado ruim ou péssimo por 52% dos brasileiros. Os dados são da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira 3.

Em meados de fevereiro, o ex-capitão contava com 56% de avaliações negativas, o que o colocava em seu pior patamar neste quesito, se considerada a margem de erro da pesquisa. Naquele momento, a avaliação positiva estava abaixo de 30%.

Na pesquisa desta quinta, além de recuar na avaliação negativa, Bolsonaro oscilou 2 pontos para cima nas menções positivas ao seu governo. Ao todo, 30% dos brasileiros disseram considerar a atual gestão como boa ou ótima. Com o resultado, a diferença entre os extremos da avaliação, que era de 35 pontos em novembro do ano passado, atualmente é de 22 pontos percentuais.

Variações semelhantes foram registradas nas indicações de aprovação do governo. O grupo que dizia desaprovar o trabalho do presidente caiu de 57% para 53% em apenas 15 dias. Aqueles que aprovavam a gestão Bolsonaro saíram de 34% para 37% no mesmo período. O saldo entre aprovação e desaprovação, que chegou a ser de 36 pontos percentuais, hoje soma apenas 16.

Estratificação da pesquisa

As mulheres, os mais jovens, os moradores do Nordeste e os mais ricos são os que pior avaliaram o governo Bolsonaro na PoderData desta quinta. Ao todo, Bolsonaro é considerado ruim ou péssimo por 56% do eleitorado feminino; 57% de quem tem entre 16 e 24 anos de idade; 62% dos nordestinos; e 61% de quem recebe mais de 5 salários mínimos. O índice também é mais alto entre quem tem ensino superior, chegando a 56% do grupo.

Foto: Reprodução

A avaliação negativa cai para 48% entre os homens, 50% nas faixas intermediárias de idade e 34% entre os moradores do Centro-Oeste brasileiro. O índice de marcações ‘ruim’ ou ‘péssimo’ também recua entre quem tem apenas o ensino fundamental (49%) e entre quem recebe entre 2 e 5 salários (47%).

A estratificação das avaliações negativas são semelhantes no quesito aprovação e desaprovação.

Foto: Reprodução

Para chegar aos resultados, a pesquisa contou com 3 mil entrevistas por telefone entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança de 95%.

Na quarta, o levantamento indicou uma redução da diferença entre as intenções de voto em Lula e Bolsonaro. O petista segue na frente com 40%, mas o ex-capitão agora tem 32%, reduzindo a diferença de 25 pontos em agosto de 2021 para atuais 8 pontos percentuais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.