Justiça
O impacto do caso Master sobre a imagem do STF, segundo a pesquisa Meio/Ideia
De acordo com a sondagem, maioria dos entrevistados que ouviram falar do tema veem a imagem da Corte prejudicada
Uma pesquisa divulgada pelo portal Meio nesta quarta-feira 11, em parceria com o instituto Ideia, sugere que o caso do Banco Master tem impacto negativo na percepção pública sobre o Supremo Tribunal Federal. Entre os brasileiros que afirmam conhecer o episódio, a maioria avalia que a credibilidade da Corte foi abalada pelo escândalo.
Os dados indicam, contudo, que o episódio ainda não é amplamente conhecido pela população. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados disseram ter ouvido falar do caso Master, que envolve menções a integrantes do STF, enquanto 30% afirmaram ter escutado algo sobre o tema, mas sem certeza do conteúdo. Outros 22% disseram não ter tomado conhecimento do episódio.
Entre os que conhecem o caso, o levantamento também buscou identificar a quem o público associa o escândalo do Banco Master. A maior parte dos entrevistados (35%) relaciona o episódio diretamente ao STF. Outros 21,3% consideram que o governo federal está envolvido e cerca de 18% associam o caso ao Congresso Nacional. Além disso, 25,8% afirmam que o escândalo envolve todas essas instâncias.
O impacto sobre a imagem do Supremo aparece de forma mais clara quando se observa apenas o grupo que afirma conhecer o caso. Nesse universo, 69,9% dizem que a credibilidade do STF foi abalada pelo episódio. Outros 17,1% consideram que a reputação da Corte foi preservada, enquanto 13,1% afirmam não saber avaliar.
O caso Banco Master está ainda mais em evidência depois que mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona e suas relações pessoais, políticas e financeiras com ministros do STF e congressistas foram expostas. A controvérsia passou a mobilizar discussões no Congresso Nacional, incluindo pedidos de CPI para apurar o caso.
O levantamento foi realizado do dia 6 a 10 de março de 2026, com 1.500 entrevistas telefônicas em todo o País. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A amostra foi composta por eleitores com mais de 16 anos.
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