Política

PCO diz que YouTube desmonetizou seu canal e excluiu vídeos

O partido relaciona a decisão da plataforma à sua postura sobre a guerra em Gaza

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta. Foto: Reprodução/COTV
Apoie Siga-nos no

O Partido da Causa Operária afirmou no sábado 27 que o YouTube desmonetizou o seu canal – ou seja, a legenda deixou de ser remunerada pela visualização de seus conteúdos.

Segundo o PCO, a plataforma do Google também informou ter removido 37 vídeos do canal e desmonetizado outras páginas ligadas à sigla, como a Rádio Causa Operária.

Em seu site, o partido diz que que, segundo o YouTube, a exclusão de vídeos decorreu de uma violação à “política contra organizações extremistas ou criminosas violentas”. Já a perda da monetização seria resultado de uma “violação de políticas, incluindo as Diretrizes da Comunidade”.

Em uma transmissão ao vivo promovida no sábado, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, relacionou a decisão do YouTube à postura do partido sobre a guerra em Gaza.

“Inúmeras denúncias que foram feitas – a famosa lenga lenga fuleira de que os identários gostam tanto – de discurso de ódio, apologia do crime. O crime é as pessoas se defenderem dos bombardeios israelenses. Isso é um crime”, declarou Rui.

O PCO defende abertamente o Hamas e outros grupos armados em atividade no território palestino.

“O YouTube acaba de desmonetizar todos os canais ligados ao PCO. Esse é o resultado da supressão da liberdade de expressão nas redes sociais”, diz uma mensagem publicada pelo partido. “No fim, aqueles que lutam em defesa dos oprimidos são os principais alvos da repressão.”

O Google ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo