Política

Paulo Preto é condenado a 27 anos por cartel e fraude

O ex-diretor da Dersa interferiu em obras do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo entre 2004 e 2015

(Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)
Apoie Siga-nos no

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi condenado nesta quinta-feira 28 pelos crimes de cartel e fraude a licitação, com uma pena de 27 anos e oito dias – sendo os primeiros oito anos em regime fechado.

Acusado pelo Ministério Público Federal de São Paulo, o ex-diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) interferiu em obras do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo entre 2004 e 2015. Ele está preso em regime preventivo desde o 19 de fevereiro, fruto da Operação Ad Infinitum, que investigou R$ 130 milhões mantidos em contas controladas pelo executivo. As suspeitas são de que ele seria o operador do PSDB em esquemas na Petrobras. Na ocasião também foram expedidos mandados de busca e apreensão contra o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Temer, Aloysio Nunes.

Leia também: Paulo Preto guardava 100 milhões de reais em dinheiro vivo

O cartel foi descoberto por meio de uma delação premiada realizada com oito executivos da construtora Odebrecht. Segundo eles, o esquema de corrupção tinha o aval da Dersa (de âmbito estadual), da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), além da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras de São Paulo.

Leia também: Paulo Preto assombra o tucanato de São Paulo desde as eleições de 2010

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo