Política

Lava Jato prende Paulo Preto e faz buscas em endereço de Aloysio Nunes

Nova fase se baseia em delações de executivos da construtora Odebrecht

(Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)
(Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)
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O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza , conhecido como Paulo Preto e apontado como operador do PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira, 19, pela Polícia Federal (PF) na 60ª fase da Operação Lava-Jato. Ele é acusado de manter R$ 100 milhões em espécie que seriam utilizados pela Odebrecht para pagar propina a políticos e irrigar campanhas eleitorais entre 2010 e 2011.

Também estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do estado de São Paulo. Alguns dos endereços são ligados ao ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).  A 60ª fase da Operação Lava-Jato investiga um esquema de pagamento de R$ 130 milhões de propina pela Odebrecht a políticos por meio de operadores financeiros e contas no exterior.

Paulo Preto é acusado de ter movimentado pelo menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, entre 2007 e 2017, após as investigações em curso. Segundo o MPF, em uma dessas contas foi emitido um cartão de crédito em favor do ex-senador Aloysio Nunes, em dezembro de 2007 —que teria sido entregue a ele num hotel em Barcelona, na Espanha. Na época, Nunes era secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, na gestão de José Serra (PSDB). O cartão foi emitido na semana entre o Natal e o Ano Novo.

Iniciada a partir de delações de executivos da Odebrecht e de doleiros já investigados pela Lava-Jato, a operação mostra que esse operador financeiro repassava dinheiro para o setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado pelos investigadores de “departamento de propina”.

Leia também: O que a vitória de Doria significa para o PSDB paulista?

A Odebrecht devolvia o dinheiro para o operador, segundo a PF, por meio de empresas e contas bancárias registradas no exterior. A operação recebeu o nome de “Ad Infinitum”, remetendo a um ciclo criminoso que nunca termina.

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