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Partidos que apoiam Lula formalizam pedido de redução no número de debates entre presidenciáveis
Carta enviada a associações que representam televisões, rádios e jornais propõe a realização de até três debates
Presidentes de sete partidos políticos enviaram uma carta em que pedem a redução do número de debates entre os candidatos à Presidência da República neste ano. As lideranças pedem um limite de três debates durante o 1º turno, segundo documento endereçado à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Abert, e à Associação Nacional de Jornais, a ANJ.
Assinam o documento a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e outras seis siglas que apoiam a pré-candidatura do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva: PCdoB, PSB, PSOL, PV, Rede Sustentabilidade e Solidariedade.
No texto, as legendas alegam que há propostas de pelo menos dez debates, em veículos de mídia, entidades de classe e religiosas, com previsão de transmissão ao vivo por emissoras de rádio e TV e portais da imprensa.
Para os signatários, o período de campanha é apertado demais para a realização desse número de debates.
“Dentro do exíguo período de 45 dias de campanha eleitoral, determinado pela legislação em vigor, tal programação de debates, concentrados na capital de São Paulo, é incompatível com a agenda política e a realização de atos públicos de campanha, que exigem deslocamentos pelas 27 unidades da federação”, escreveram.
Os partidos propõem que as representações nacionais dos jornais e emissoras de rádio e televisão “se organizem em pool para a realização de um número razoável de debates, como acontece em outros países de tradição democrática”.
Até o momento, há incerteza sobre a participação de Lula e do presidente Jair Bolsonaro (PL) nos debates. Em maio, o ex-capitão disse que faltaria às discussões do 1º turno e só compareceria aos do 2º. Dias depois, afirmou que estaria presente já no 1º turno, caso Lula também participe.
Já a negociação de Lula para a redução dos debates é vista como “covardia” por Ciro Gomes (PDT), pré-candidato que aparece na 3ª colocação nas pesquisas. Em vídeo no YouTube no início deste mês, o pedetista pediu que Lula “não traia a democracia” e esteja presente em todos os debates.
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