Justiça

Partido vai ao STF para bloquear de imediato os sites de apostas

No âmbito de outra ação sobre o tema, o ministro Luiz Fux convocou para 11 de novembro uma audiência pública

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Site de apostas. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O Solidariedade acionou o Supremo Tribunal Federal, neste sábado 28, contra a lei de regulamentação das bets no Brasil. O partido pediu que a Corte suspenda a legislação e o funcionamento das casas de apostas online até o julgamento do mérito.

Ao solicitar uma medida cautelar, com efeito imediato, a legenda argumenta que “a demora no curso natural do processo até o julgamento do mérito certamente causará incalculáveis e irreparáveis perdas econômicas e sociais, atuais e futuras”.

“A concessão da medida cautelar solicitada é absolutamente essencial para evitar que a sociedade brasileira seja ainda mais impactado pelas graves consequências negativas que vêm atingindo a economia doméstica.”

No âmbito de outra ação sobre o tema, apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o ministro Luiz Fux convocou para 11 de novembro uma audiência pública.

O objetivo de Fux é esclarecer questões associadas à saúde mental, aos impactos neurológicos das apostas sobre o comportamento humano, aos efeitos econômicos da prática para o comércio e às suas consequências na economia doméstica.

A ação da CNC aponta uma série de transtornos causados a partir da edição da lei de regulamentação das bets, como o aumento do endividamento das famílias e impactos nas esferas econômica, social e de saúde pública.

Entre os convidados para a audiência convocada por Fux estão:

  • Rodrigo Pacheco, presidente do Senado;
  • Arthur Lira, presidente da Câmara;
  • Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central;
  • Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União;
  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  • Nísia Trindade, ministra da Saúde; e
  • Paulo Gonet, procurador-geral da República.

Representantes da CNC, da Associação Nacional de Jogos e Loterias, do Instituto Brasileiro do Jogo Legal, do Grupo Mulheres do Brasil e do Educafro também poderão participar da audiência.

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